Empresas estadunidenses votam por continuar na China apesar de obstáculos

Published: 2020-06-24 16:10:29
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Será que as empresas norte-americanas vão deixar o mercado chinês diantes das disputas comerciais, da pandemia do novo coronavírus e das repetidas ameaças do presidente Donald Trump de romper as relações com a China? O escritor alemão e especialista sobre a China, Frank Sieren, esclareceu este questionamento em seu artigo publicado recentemente no site de Deutsche Welle, emissora pública internacional da Alemanha.

De acordo com Sieren, nada coloca um fim à determinação das empresas estadunidenses com o mercado chinês em crescimento.

Segundo uma pesquisa realizada pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos na China em abril, 83% das empresas entrevistadas não planejam retirar seus negócios do país. Apenas 9% afirmaram ter tomado medidas para deixar o país apesar de Larry Kudlow, diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, ter prometido pagar os custos das empresas que decidirem retornar aos Estados Unidos. Países como Índia e Indonésia também estão oferecendo incentivos para atrair empresas norte-americanas.

Várias grandes empresas norte-americanas aumentaram sua presença na China nas últimas semanas, incluindo a Tesla.

Mas não é apenas na indústria automobilística. Grandes companhias em outras áreas também mantiveram suas “estratégias chinesas”. A gigante petrolífera dos EUA Exxon Mobil anunciou recentemente que expandirá seus negócios na China, assim como os dois maiores grupos de varejo do mundo, Costco e Walmart.

Suas estratégias estão ligadas diretamente com o atual ambiente do mercado e a situação econômica.

Tal como observou o economista-chefe do Deutsche Bank, Michael Spencerl, a recuperação econômica da China será impressionante.

“Os consumidores chineses estão de volta e a recuperação no consumo está acontecendo em grande escala”, apontou a revista norte-americana Fortune.

Ao mesmo tempo, a China adota várias medidas para manter sua atração com empresas norte-americanas. O Banco Industrial e Comercial da China concedeu um empréstimo de US$ 563 milhões à Tesla, e a Ford também recebeu apoio para acelerar as cadeias de produção e suprimentos.

Os fatos provam que meios políticos não são onipotentes. A economia funciona seguindo sua própria regra em busca de lucro. As empresas estadunidenses continuam optando por permanecer na China apesar dos obstáculos causados pelas disputas comerciais, a pandemia e as ameaças de Donald Trump.

Tradução: Zhu Jing

Revisão: Diego Goulart

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