Sonda chinesa Chang'e-4 mapeia imagem da subsuperfície no lado escuro lunar

Fonte: Xinhua Published: 2020-02-27 17:17:30
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A sonda chinesa Chang'e-4 no lado oculto da Lua revelou o que se esconde abaixo da superfície lunar e como isso pode evoluir, de acordo com um estudo publicado quarta-feira na revista Science Advances.

A Chang'e-4, lançada em 8 de dezembro de 2018, fez o primeiro pouso suave na Cratera Von Karman na Bacia do Polo Sul-Aitken em 3 de janeiro de 2019. A espaçonave então despachou seu veículo explorador Yutu-2, que usava o Radar de Penetração Lunar (LPR, em inglês), para investigar o subterrâneo enquanto andava.

O LPR enviou sinais de rádio às profundezas da superfície da Lua, atingindo uma profundidade de 40 metros pelo canal de alta frequência de 500 MHz, mais de três vezes a profundidade anteriormente alcançada pela Chang'e-3.

A equipe da Chang'e-4 descobriu que a subsuperfície no local de pouso é muito mais transparente às ondas de rádio. Esses dados permitiram que os pesquisadores desenvolvessem uma imagem da estratigrafia subsuperficial.

"Descobrimos que a penetração do sinal no local da Chang'e-4 é muito maior do que a medida pela espaçonave anterior, a Chang'e-3, em seu local de pouso no lado próximo da Lua", disse o autor do artigo, Li Chunlai, professor de pesquisa dos Observatórios Astronômicos Nacionais, subordinados à Academia Chinesa de Ciências.

Os pesquisadores combinaram a imagem do radar com os dados tomográficos e a análise quantitativa da subsuperfície, concluindo que a subsuperfície é essencialmente composta por materiais granulares altamente porosos incorporando pedregulhos de diferentes tamanhos. O conteúdo provavelmente é o resultado de uma galáxia inicial turbulenta, quando os meteoros e outros detritos espaciais frequentemente atingiram a Lua.

O local de impacto ejetaria o material para outras áreas, criando uma superfície craterada no topo de uma subsuperfície com camadas variadas, de acordo com o estudo.

"Esse trabalho mostra que o uso extensivo do LPR poderia melhorar muito nosso entendimento sobre a história do impacto e o vulcanismo lunares e poderia ajudar na compreensão da evolução geológica do lado escuro da Lua", disse Li.

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