Comentário: abertura e inovação promovem a segunda “década de ouro” do BRICS

Published: 2019-11-13 15:04:04
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A 11ª Cúpula do BRICS será realizada em novembro em Brasília, capital do Brasil, cujo tema principal é “Crescimento econômico abre o futuro inovador”. No início da segunda “década de ouro” do grupo, a abertura, o ganho mútuo e o desenvolvimento inovador são as palavras chaves.

Nos primeiros dez anos do BRICS, os cinco grandes países da Ásia, África, América Latina e Europa conseguiram notáveis êxitos de cooperações: o PIB dos cinco países aumentou 179%, o valor comercial total cresceu 94%, ocupando quase um terço da economia mundial, contribuíram com mais de 50% para o desenvolvimento econômico do planeta, obtiveram 13,24% dos direitos de votos no Banco Mundial e contaram com 14,91% das cotas do Fundo Monetário Internacional. Tudo isso não só beneficiou as mais de três bilhões de pessoas do mundo, como também aumentou as vozes dos mercados emergentes e dos países em desenvolvimento na governança econômica global.

Atualmente, a humanidade está recebendo a nova revolução industrial e tecnológica. As novas indústrias, novos negócios e novos modelos de desenvolvimento ofereceram grandes oportunidades para o progresso dos países do BRICS. Ao mesmo tempo, o unilateralismo e o protecionismo comercial aumentaram a incerteza. Sob este contexto, o crescimento e a inovação têm um significado especial para este encontro dos líderes dos cinco países que devem fortalecer colaborações para impulsionar as reformas do sistema da governança global.

Primeiro, os países do BRICS devem insistir na cooperação e ganho mútuo para construir economias abertas. A história já mostrou que só a abertura pode realizar benefícios recíprocos, prosperidade comum e desenvolvimento duradouro. Na primeira década, os cinco países foram beneficiados pela abertura e sistema comercial multilateral. Por isso, o grupo deve continuar ampliando a abertura e promovendo o comércio livre.


Segundo, o BRICS deve insistir na orientação pela inovação para descobrir novas oportunidades de desenvolvimento. Por causas históricas, a base industrial dos países do BRICS é relativamente fraca. Mas a nova revolução industrial e tecnológica trouxe uma oportunidade para a melhoria e transformação estrutural dos cincos países. Na décima cúpula do BRICS realizada em julho do ano passado em Johanesburgo, África do Sul, o presidente chinês, Xi Jinping, lançou a proposta de estabelecer uma parceria da nova revolução industrial entre os países do BRICS. Logo depois, os ministros das comunicações dos cinco países decidiram criar um instituto sobre a pesquisa da internet do futuro, com o fim de fortalecer cooperações nas áreas como inteligência artificial e segurança cibernética, entre outras.

Para realizar os objetivos acima referidos, os países do BRICS devem aplicar firmemente o multilateralismo e as regras básicas das relações internacionais, se opor à hegemonia e à política de poder, e fazer a ordem internacional mais justa e razoável. Em 2017, os líderes dos cinco países já propuseram o modelo de BRICS+ para aumentar as cooperações com o mundo inteiro. Podemos imaginar que nos próximos dez anos, BRICS+África, BRICS+América do Sul, BRICS+Ásia, BRICS+ASEAN, entre outros mecanismos, poderão ser novos destaques na governança global.

Como um dos fundadores do mecanismo do BRICS, a China desempenha sempre um importante papel no bloco. A nação é o parceiro comercial mais importante de outros países do BRICS. A iniciativa “Cinturão e Rota” trouxe boas oportunidades para as cooperações e desenvolvimento dos países do BRICS. Na cúpula de Xiamen do BRICS, realizada em 2017, foram alcançados mais de 30 resultados pragmáticos. O presidente chinês, Xi Jinping, já participou de vários encontros dos líderes do grupo e ofereceu a sabedoria e a força da China para aperfeiçoar o mecanismo e promover as cooperações do BRICS. Atualmente, o país está aprofundando as reformas e ampliando sua abertura, o que dará um espaço maior para o desenvolvimento de seus parceiros do bloco.

Nos próximos dez anos, serão aceleradas a conversão entre as velhas e novas forças motrizes da economia mundial, a reestruturação internacional e a reconstrução do mecanismo da governança global. Os países do BRICS devem pegar a oportunidade histórica, se unir para enfrentar em conjunto os desafios, abrir uma nova década de ouro e contribuir mais para a construção da comunidade de destino comum da humanidade.

Tradução: Luís Zhao

Revisão: Diego Goulart

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