Especialistas afirmam que acusação dos EUA contra China sobre manipulação cambial é infundada

Published: 2019-08-14 19:14:18
Share
Share this with Close
Messenger Messenger Pinterest LinkedIn

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos classificou, sem nenhuma razão, a China como um país “manipulador cambial”, o que provocou dúvidas e oposições na comunidade internacional, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Vários especialistas chineses afirmaram que a acusação norte-americana é completamente infundada.

Num relatório divulgado no dia 9 de agosto, o FMI reafirmou que em 2018, o superávit em conta corrente da China registrou uma queda, e que o nível da taxa de câmbio do renminbi (RMB), moeda chinesa, correspondia à situação fundamental da economia do país. Com isso, a comunidade internacional acredita que a China “não manipulou a taxa cambial”.

Zhang Xuechun, vice-diretora do departamento de pesquisa do Banco Popular da China, banco central do país, disse na terça-feira (13) que a China não pertence ao grupo dos “manipuladores cambiais”, não importa qual critério seja.

“O superávit em conta corrente da China representa apenas 0,4% do PIB em 2018, e essa proporção registrou uma queda constante nos anos anteriores. A reserva de divisas da China se manteve estável nos últimos anos. De acordo com o relatório divulgado pelo FMI, o RMB geralmente está estável em relação à cesta de moedas. A taxa de câmbio da moeda chinesa corresponde essencialmente à situação básica da economia do país. O Banco Popular da China não realizou intervenções em grande escala, mas estimulou uma conversão para uma taxa cambial flutuante”, disse a vice-diretora.

Wen Bin, pesquisador-chefe do Banco Minsheng da China, também acredita que, levando em consideração a estrutura econômica do país, não é necessária a desvalorização competitiva do RMB.

“Em relação à situação interna da China, o crescimento da economia nacional é impulsionado agora principalmente pela demanda interna após as mudanças estruturais nos últimos anos. Por isso, não precisamos enfrentar as mudanças externas por meio da desvalorização competitiva da moeda chinesa”, disse Wen Bin.

Zhang Xuechun acrescentou que a China deve responder às instabilidades externas através da promoção da reforma e abertura do país.

“Nós temos um enorme potencial de desenvolvimento. Por exemplo, possuímos cadeias industriais e podemos promover ainda mais a urbanização para criar um espaço gigantesco de desenvolvimento. Para liberar esse enorme potencial, devemos impulsionar as reformas estruturais e persistir na reforma do lado da oferta e na abertura ordenada”, disse Zhang Xuechun.

tradução: Shi Liang

revisão:Gabriela Nascimento


Share

Mais Populares

Galeria de Fotos

Vista aérea do Lago Oeste em Hangzhou
Festival Internacional de Circo da China realizado em Zhuhai
Reserva Nacional Natural de Wanglang, na província de Sichuan
Cenário de neve no parque Beiling em Shenyang
Panda gigante brinca na neve em Heilongjiang
Paisagem do lago Ruqin no ponto turístico de Lushan em Jiangxi

Notícias

Presidentes da China e do Suriname reúnem-se em Beijing
Presidente chinês salienta importância de cultivar talentos militares
Políticos dos EUA difamam a imagem da China com intenções sinistras, disse porta-voz da Chancelaria
Comentário: Investidores globais estão otimistas com o mercado de capitais da China
Compatriotas de Taiwan têm tratamento igualitário em mais setores na parte continental chinesa
Alto funcionário do PCCh critica ato dos EUA sobre Hong Kong