Comentário: EUA são responsáveis pela parada no comércio agrícola China-EUA

Published: 2019-08-06 18:05:01
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Os Estados Unidos anunciaram recentemente sua intenção de impor 10% de impostos tarifários às exportações chinesas no valor de US$300 bilhões. Para a China, esta é uma violação ao consenso atingido pelos presidentes chinês e norte-americano durante sua última reunião em Osaka, Japão.


Por meio da Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado, a China não descarta a possibilidade de impor tarifas adicionais aos produtos agrícolas dos EUA comprados após o dia 3 de agosto. Ao mesmo tempo, as empresas chinesas relacionadas já suspenderam a compra de produtos agrícolas dos EUA.


O lado chinês deu esse passo para responder novamente à barreira tarifária dos EUA, ação considerada razoável e justificada. O comércio agrícola bilateral era altamente complementar e mutuamente benéfico. Foram feitos progressos para resolver a disputa comercial após a reunião entre o presidente Xi Jinping e o presidente Donald Trump em Osaka em junho, quando a China decidiu retomar as importações de produtos agrícolas dos EUA de acordo com sua demanda doméstica.


Até o final de julho, 2,27 milhões de toneladas de soja norte-americana foram embarcadas para a China. A partir do dia 19 do mês passado, empresas chinesas começaram a fazer consultas com exportadores norte-americanos sobre encomendas de outros produtos agrícolas. Até o dia 2 de agosto, elas haviam concordado em comprar de seus fornecedores norte-americanos um total de 130 mil toneladas de soja, 120 mil toneladas de sorgo, 75 mil toneladas de feno, 60 mil toneladas de trigo, 40 mil toneladas de carne suína, 25 mil toneladas de algodão, 5,7 mil toneladas de laticínios, 4,5 mil toneladas de frutas processadas e 400 toneladas de frutas frescas. Os compradores chineses apresentaram também pedidos ao governo chinês para uma isenção de tarifas a essas importações.


Beijing mostrou sua sinceridade na implementação do consenso alcançado em Osaka. Porém, Washington mais uma vez estragou o momento positivo com novos ataques contra a China sob a forma da sobretaxa de 10% que deve entrar em vigor em setembro. Os agricultores dos EUA terão que arcar com as consequências da ação irresponsável de Washington.


A fim de defender a dignidade nacional e seus próprios interesses, a China tomou medidas correspondentes. Isso mostra claramente que qualquer pressão extrema é inútil para a China e que a retaliação da China pode passar rapidamente de palavras para ações.


A China é o maior importador mundial de produtos agrícolas, enquanto os Estados Unidos são o maior exportador mundial nesse setor. O comércio de produtos agrícolas desempenha um papel importante nas relações econômicas e comerciais sino-norte-americanas. Hoje, o comércio agrícola encontra novamente uma parada e a responsabilidade é inteiramente dos Estados Unidos.


Nesta guerra, são os agricultores americanos que pagam os custos. Os sindicatos que representam os fazendeiros de soja, milho e trigo nos Estados Unidos emitiram anteriormente uma declaração conjunta que se opõe à introdução de tarifas extras sobre a China. O que os agricultores americanos precisam é de mercados, não tarifas, disse a declaração. O jornal norte-americano Los Angeles Times disse num artigo que a guerra comercial está destruindo a economia doméstica americana.


Segundo estatísticas, a renda agrícola dos EUA é estimada em US$ 69,4 bilhões neste ano, cerca de 45% a menos que em 2013, ponto mais alto na história. Se os Estados Unidos aplicarem uma nova série de aumentos tarifários, sua agricultura estaria numa situação ainda mais difícil após sofrer redução de preços e desastres naturais. A esse respeito, Gary Cohn, ex-diretor do Conselho Nacional de Economia da Casa Branca, disse que o aumento das tarifas não poderia realmente afetar a economia chinesa, o impacto seria mais óbvio na agricultura dos EUA.


A China oferece ao mundo um mercado de 1,4 bilhão de pessoas. No primeiro semestre deste ano, o volume de importação e exportação de produtos agrícolas da China atingiu US$108,65 bilhões, um aumento de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Deste valor, as exportações foram de US$ 36,81 bilhões, com uma queda de 2,5% e importações de US$ 71,84 bilhões, alta de 3,5%. As importações agrícolas chinesas são bastante prósperas. Como resultado, o aumento do consumo chinês e a maior abertura do mercado chinês oferecem mais oportunidades ao mundo. Portanto, se os produtos agrícolas dos EUA são de boa qualidade, com preços razoáveis, eles certamente podem obter lucros substanciais no mercado chinês.


Então, se os políticos norte-americanos levarem em conta os interesses dos agricultores locais, eles são, portanto, chamados a seguir a tendência geral, ouvir a voz dos camponeses, avaliar suas próprias vantagens e desvantagens, e retornar ao caminho certo para implementar o consenso alcançado em Osaka, o de trabalhar no sentido de criar as condições necessárias para a cooperação agrícola entre a China e os EUA.


Tradução: Li Jinchuan

Revisão: Gabriela Netto

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