Comentário: negociações China-EUA procuram ampliação da interseção de interesses
Terminou no último domingo (24) em Washington, a 7ª rodada de negociações sobre comércio entre a China e os EUA. As discussões ocorreram seguindo os consensos alcançados entre os presidentes dos dois Estados na cúpula do G20 realizada na Argentina no ano passado, e alcançaram progressos em questões como transferência de tecnologias, proteção da propriedade intelectual, barreiras não tarifárias, setor de serviços, agricultura e taxas de câmbios.
É óbvio que as negociações promoveram a solução dos atritos comerciais entre a China e os EUA. Na última rodada de negociações, em princípio, as duas partes entraram em consenso e discutiram o conteúdo de um memorando de entendimento sobre as questões comerciais bilaterais. Nesta rodada, as duas partes progrediram em questões específicas e negociaram sobre a elaboração do texto do acordo, mostrando que as negociações prestaram mais atenção aos detalhes e que terão um resultado em breve.
Deve-se dizer que o progresso substancial das negociações é inseparável dos esforços de ambos os lados para expandir a interseção dos interesses. Os êxitos desta rodada de negociações envolvem principalmente a balança comercial e questões estruturais.
Quanto à balança comercial, a ampliação da importação dos produtos norte-americanos na agricultura, energia e serviços não só ajudará a tratar da preocupação dos EUA sobre a diferença do comércio de commodities com a China, mas também satisfará as necessidades do povo chinês por uma vida melhor e promoverá a atualização da estrutura industrial do país, como a decisão de aumentar apropriadamente a importação de soja dos EUA, produto agrícola escasso na China, publicada na semana passada pelo Comitê Central do Partido Comunista da China e pelo Conselho de Estado.
Quanto às questões estruturais, vários recursos do EUA, exceto os que envolvem os interesses nacionais, ideologia e segurança do país, estão em concordância com a direção do aprofundamento da reforma, ampliação da abertura e realização do desenvolvimento econômico de alta qualidade da China, como a proteção da propriedade intelectual, que foi colocada muitas vezes na lista de êxitos dos diálogos China-EUA, obteve progresso substancial nesta rodada de negociações, mostrando em uníssono a coincidência dos recursos dos dois países.
As negociações são como um projeto de engenharia complexo, quanto mais se aproximam da conclusão, mais cautelosas as duas partes ficam. A negociação sobre o texto do acordo é considerada a etapa mais crucial e difícil. Para defender os interesses nacionais, as equipes comerciais da China e dos EUA definitivamente aplicarão mais esforço.
Os líderes dos dois países sempre desempenharam um papel crucial para tratar os atritos comerciais de forma apropriada. Ambas as equipes afirmaram que continuarão concretizando os consensos e seguindo as indicações dos líderes de Estado, o que testará a sua sabedoria e experiência.