Comentário: por que empresas como Ford e Apple não querem regressar aos EUA?

Published: 2018-09-12 16:57:49
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Depois das saídas das empresas do porte da Harley-Davidson e Mid Continent Nail dos Estados Unidos, a Ford e a Apple também não querem regressar ao seu país de origem. Sob a atualização contínua da guerra comercial, as empresas norte-americanas fazem escolhas correspondentes às regras do mercado.

Segundo a mídia norte-americana, a sobretaxa dos EUA aos produtos importados da China no valor de US$ 50 bilhões obrigou a Ford, uma empresa americana com 114 anos de história, a cancelar um plano de vendas. O projeto consistia em vender carros de pequeno porte produzidos na China para os EUA.

Dessa forma, ao adicionar a tarifa, o preço do carro ficaria muito alto para o mercado dos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, publicou um post no Twitter afirmando que esses modelos da Ford poderiam ser produzidos nos Estados Unidos, já que a empresa não pagaria nenhuma tarifa.

No entanto, a Ford respondeu no dia 10, anunciando que nunca planejava transferir a produção de carros de baixa cilindrada para os EUA. 

Coincidentemente, a maior empresa de tecnologia do mundo, a Apple Inc., também americana, enviou uma carta para o gabinete do representante comercial do país. O conteúdo informa que se for aplicada uma sobretaxa aos produtos chineses no valor de US$ 200 bilhões, os custos de produção da Apple irão aumentar. Isso a colocaria em uma posição desfavorável na concorrência global, já que reduziria sua competitividade.

Ford e Apple, respectivamente uma empresa tradicional e outra líder de tecnologia, não querem transferir sua linha de produção para sua terra natal. Elas não se mostram contrárias ao governo norte-americano. Entretanto, sob o contexto da globalização econômica, se seus produtos puderem ser produzidos e montados na China, a eficiência do trabalho será elevada e o custo, controlado.

Para a indústria automobilística, a China tem sido o maior mercado mundial pelo 9º ano consecutivo. Na primeira metade deste ano, o volume de venda de veículos da China alcançou 12,23 milhões de unidades. Entre eles, a série F da Ford se tornou o modelo mais popular, com 540 mil unidades comercializadas. Nenhuma montadora que abrir mão de um mercado tão amplo.

Para a indústria de tecnologia, o valor da China está subindo, passo a passo, na cadeia da indústria global. Numa lista dos 200 maiores fornecedores da Apple em 2018, 34 são da parte continental chinesa e de Hong Kong, um acréscimo de 7 fornecedores frente ao ano passado. A mão de obra mais barata, o aperfeiçoamento do ambiente de negócios, o aumento dos equipamentos industriais e a eficiência do trabalho são considerados pela Apple fatores principais do aumento dos fornecedores chineses.

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