Sanção norte-americana visa obstruir indústria de alta tecnologia chinesa

Published: 2018-04-05 20:19:31
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Logo que o governo norte-americano anunciou as tarifas sobre uma lista de produtos chineses, o governo da China lançou as contramedidas. Diversos analistas chineses defendem que a medida dos Estados Unidos tem como alvo os produtos mecânicos e elétricos chineses que possuem um papel importante para a escalada da indústria nacional.   

O governo norte-americano anunciou nesta quarta-feira (4) tarifas extras de 25% sobre 1333 itens de produtos chineses, com valor total de US$50 bilhões. Os produtos cobrem as indústrias aeroespacial, de tecnologia da informação e comunicação, robótica e máquinas. Para os analistas, a medida norte-americana visa o programa de ação “Made in China 2025”, estratégia chinesa de se tornar num país forte da manufatura. A opinião é sustentada pelo diretor do departamento de pesquisa da economia ao exterior do Instituto Chinês de Macroeconomia, Ye Fujing.  

“Antes de tudo, as medidas têm como alvo os produtos mecânicos e elétricos indispensáveis para a escalada da nossa indústria, por exemplo, o conversor de corrente, que o país exporta uma grande quantidade para os EUA, e, também, o fotovoltaico. Os dez produtos mais exportados para os EUA estão todos incluídos na lista. Em relação a outros itens, como medicamentos, borracha, aço e ferro, embora apresentem uma grade diversidade, são produtos com menor exportação. Por outro lado, alguns produtos, como robôs de uso industrial, painel LCD, fotovoltaico, equipamentos de transporte ferroviário, acessórios de aeronave, mesmo que sejam menos exportados para os EUA, ou até sejam importados mais dos EUA, são de áreas que registram uma rápida elevação de competitividade e, também, prioritárias do programa de ação Made in China 2025.” 

A investigação sob a seção 301 do Ato de Comércio dos EUA acusou ainda a China de forçar as empresas estrangeiras a transferir a tecnologia. Em relação a isso, a economista do Centro de Intercâmbios Econômicos Internacionais, Chen Wenling, disse que a transferência de tecnologia sempre é uma prática voluntária e que a troca é feita em pé de igualdade entre empresas, correspondendo à lei internacional e aos interesses das empresas envolvidas. O vice-presidente do Instituto Chinês de Macroeconomia, Bi Jiyao, compartilha da mesma opinião. 

“Na prática, as empresas norte-americanas obtém um grande volume de interesse ao investir na China. Quer sob a forma de joint-venture ou cooperação, as práticas de transferência de tecnologia e de pesquisa conjunta são ações comerciais bilaterais. As empresas norte-americanas não vêm caso não tenham interesses.” 

Depois que o governo norte-americano divulgou a lista de sobretaxa, a China adotou como contra medida a cobrança de taxas extras de 25% para os 106 itens de produtos importados dos EUA. Entre eles estão soja, automóvel, produto químico e aeronave. As importações desses produtos foram de US$ 50 bilhões em 2017. De onde vem a coragem chinesa, Bi Jiyao responde. 

“A economia chinesa já concluiu a transformação da fase de desenvolvimento movido principalmente pela exportação para a etapa de expansão movida conjuntamente pelo consumo, investimento e exportação. A economia chinesa é baseada na demanda interna. Além disso, o PIB da China representa agora 15% da economia global e contribui 30% para o crescimento econômico mundial. Tudo isso faz parte da nossa autoconfiança.”

 

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