O ano de 2017 do brasileiro Evandro Carvalho

Published: 2017-12-27 19:29:46
Share
Share this with Close
Messenger Messenger Pinterest LinkedIn

No ano de 2017, a China realizou vários eventos relevantes, entre eles o Fórum de Cooperação do Cinturão e Rota, o encontro dos líderes dos países dos BRICS em Xiamen e o 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China. Também neste ano, o presidente do Brasil, Michel Temer, realizou sua visita de Estado à China, abrindo uma nova página nas relações sino-brasileiras. Em muitas atividades, apareceu um brasileiro com um típico nome chinês, Gao Wenyong. Esse é o nome chinês do especialista nas questões da China da Fundação Getúlio Vargas, Evandro Menezes de Carvalho.

“O ano de 2017 foi um ano intenso, até sábado passado estive em Shanghai. Passei um mês lá a convite da Universidade de Shanghai e participei de alguns eventos, inclusive alguns promovidos pela Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Guangzhou, e outro promovido pela Universidade de Shangzhou. Todos discutiram a questão da comunidade de destino comum, pensamento formulado pelo presidente Xi Jinping. Destro desse contexto, participei de muitos eventos que abordaram como intensificar os diálogos entre as nações. Esse foi minha quarta visita deste ano.” 

Gao Wenyong parece agora meia chinês. Usa os pauzinhos, faz compras eletrônicas no Taobao, se desloca com bicicleta de compartilhamento e sabe que, na China, não se precisa levar a carteira porque o pagamento feito por celular é tão comum. Recentemente, ele começou a assistir as telenovelas chinesas. 

Sendo um intelectual, o rumo de pesquisa de Gao Wenyong foi a lei internacional. Ele disse que nessa área, quase todos os acadêmicos brasileiros se concentram nos países ocidentais e ele queria fazer algo diferente.

“Porque a China? A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. Tornou-se recentemente o maior investidor do Brasil. A China é a segunda maior economia do mundo. Esses dados já dão razões suficientes para se estudar a China e a função da presença chinesa no Brasil, na América do Sul e no mundo. Há outros aspectos. Há poucos estudos sistemáticos a respeito da sociedade chinesa de uma maneira aprofundada no Brasil.” 

Para estudar melhor o país oriental, Gao Wenyong se candidatou, em 2014, à vaga de visitante acadêmico do Centro de Pesquisa dos BRICS da Universidade Fudan, em Shanghai. Os três anos de estudo lhe deram novas compreensões sobre a China. 

“A China é um país de grande complexidade, um país gigante. Você pode fazer uma leitura do conhecimento da China urbana, mas tem a parte rural. Você tem uma questão geracional, também. Isso quer dizer que existe um país das pessoas de sessenta anos de idade, mas existe uma China dos jovens que estão cada vez mais exterior, que falam inglês, que têm uma propensão muito grande para o consumo. É uma sociedade que tem as suas inovações, que inclusive influenciam no seu cotidiano. O e-commerce da China é muito forte. As mudanças com os sistemas de pagamento de Wechat e Alipay são os exemplos. A gente percebe que há uma dinâmica muito intensa de evolução das coisas, dos fatos do país. Apesar de todas essas evoluções e modernidades ainda existe uma influência e uma presença da tradição e, como o Confucionismo, ela está presente na sociedade.”   

Share

Mais Populares

Galeria de Fotos

Vista aérea do Lago Oeste em Hangzhou
Festival Internacional de Circo da China realizado em Zhuhai
Reserva Nacional Natural de Wanglang, na província de Sichuan
Cenário de neve no parque Beiling em Shenyang
Panda gigante brinca na neve em Heilongjiang
Paisagem do lago Ruqin no ponto turístico de Lushan em Jiangxi

Notícias

Presidentes da China e do Suriname reúnem-se em Beijing
Presidente chinês salienta importância de cultivar talentos militares
Políticos dos EUA difamam a imagem da China com intenções sinistras, disse porta-voz da Chancelaria
Comentário: Investidores globais estão otimistas com o mercado de capitais da China
Compatriotas de Taiwan têm tratamento igualitário em mais setores na parte continental chinesa
Alto funcionário do PCCh critica ato dos EUA sobre Hong Kong