Comentário: Como o globo combate ao COVID-19? A China oferece sua proposta

Published: 2020-03-14 20:04:19
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“A epidemia ocorre em muitos países e muitos lugares. A situação é preocupante. A comunidade internacional deve tomar ação imediata, promover a cooperação internacional de prevenção e controle conjunto e unir forças para combater o COVID-19.” O presidente chinês, Xi Jinping, apresentou propostas para o tratamento global da epidemia atual durante uma conversa por telefone com o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, na noite do dia 12, horário de Beijing.

Durante encontros ou ligações telefônicas com líderes de outros países após o surto da epidemia, Xi Jinping sempre apelou pelo fomento da colaboração internacional e destacou o conceito de comunidade de futuro compartilhado da humanidade.

A China já alcançou progressos periódicos na resposta ao COVID-19 com esforços duradouros. Em sua conversa com Guterres, Xi Jinping agradeceu à solidariedade e apoio dele e manifestou a confiança que o povo chinês pode vencer a epidemia e cumprir as metas de desenvolvimento socioeconômico. O líder da ONU avaliou que isso não apenas corresponderá aos interesses do povo chinês, como também contribuirá com o mundo.

As ações chinesas ganharam tempo para os preparativos de outros países. Com a disseminação acelerada do novo coronavírus no mundo, a China dedicou mais esforços para o combate da epidemia global.

Até as 12 horas de sexta-feira, horário de Beijing, 52.427 casos infetados foram confirmados em 122 países e regiões fora da China e 1.793 pessoas morreram. O secretário-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, apontou que a pneumonia causada pelo novo coronavírus pode ser caracterizada como pandemia. Ele previu um aumento contínuo dos números de casos confirmados, mortes e países e regiões afetados nas próximas semanas. “Já entramos em uma nova fase”, avaliou ele.

Nesta nova fase, como o mundo enfrenta a epidemia? Em sua conversa por telefone com Guterres, Xi Jinping propôs a ação imediata, a prevenção e controle conjuntos e a união dos esforços. As medidas foram provenientes das experiências do combate à epidemia no país e das suas análises sobre a situação global do COVID-19.

Bruce Aylward, alto conselheiro do secretário-geral da OMS, considera que a experiência mais importante é a “velocidade”. A China usou um pouco mais de uma semana para verificar que o patógeno da pneumonia é o novo coronavírus, além de construir, em duas semanas, dois hospitais específicos com mais de 2.500 leitos.

Foi uma pena, porém, que o tempo ganho pela China não foi valorizado por outros países. A OMS mostrou preocupação com a falta de atenção e preparação de algumas nações e alertou para que a “janela” vem se tornando apertada. Tudo depende da velocidade. A tomada da ação rápida é a mais urgente.

Na Europa, o novo coronavírus já começou a propagar-se em quase todos os países do continente. Casos de contaminação comunitária foram registrados. Isso não apenas foi por causa das ligações geográficas estreitas dos países europeus, como também revelou defeitos no trabalho antiepidêmico do continente. O diretor para a China e a Mongólia e diretor para a Coreia do Bando Mundial, Martin Raiser, apelou pela aprendizagem das experiências e reforço da colaboração na resposta às crises.

A epidemia não tem fronteiras. Na era da globalização econômica, grandes emergências como epidemias não ocorrerão pela última vez. As questões convencionais e não convencionais trarão mais desafios. Perante quaisquer dificuldades para a humanidade, como destacou o presidente chinês, Xi Jinping: a união e a cooperação são as armas mais poderosas.

Tradução: Paula Chen

Revisão: Diego Goulart

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