Comentário: EUA desperdiçam tempo ganho pela China no controle do COVID-19

Published: 2020-03-10 21:16:17
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Após o surto da epidemia do COVID-19, a China e os EUA abordaram essa emergência de formas muito diferentes. Com esforços duradouros, a China conseguiu controlar a disseminação epidêmica em apenas um pouco mais de um mês. A Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou nesta segunda-feira (9) que a epidemia na China está acabando.

Ao mesmo tempo, o número dos casos de infeção nos EUA está aumentando continuamente. Até às 19h da segunda-feira, mais de 30 estados norte-americanos haviam reportado casos de contaminação, e dez deles declararam estado de emergência. Pelo menos 704 casos confirmados foram registrados nos EUA e 26 pessoas morreram devido à doença.

Sendo um dos países com as melhores condições de saúde do mundo, a situação de resposta dos EUA à epidemia do COVID-19 não deveria ser assim. O primeiro caso de infecção no país foi divulgado no dia 20 de janeiro, mas o governo norte-americano manteve uma atitude negligente por muitos dias e considerou que o risco era “muito baixo”.

A epidemia, porém, já começou a disseminar-se rapidamente no final de fevereiro. No dia 28 de fevereiro, a OMS elevou o nível de risco epidêmico global para o mais alto.

Obviamente, o governo norte-americano atrasou-se na previsão e controle do COVID-19. O ex-secretário de Estado adjunto para os assuntos da Ásia-Pacífico, Kurt Campbell, comentou que as medidas rigorosas da China ofereceram aos EUA muito tempo de preparação, mas ele não tem certeza se seu país aproveitou bem esse período.

Além de perder o “período de janela”, os EUA também apresentaram defeitos na divulgação de dados, oferta de materiais médicos e distribuição de recursos em resposta a emergências. O Centro de Controle de Doenças norte-americano anunciou recentemente que cancelaria a divulgação dos números de pessoas testadas no país e dos casos confirmados nos seus estados. A medida foi amplamente duvidada.

O médico Matt McCarthy, do NewYork-Presbyterian Hospital, queixou-se em um vídeo da falta de reagentes de detecção rápida e apelou às autoridades de saúde para realizarem testes nas pessoas suspeitas de contaminação. Vale notar que o hospital é um dos mais procurados dos EUA.

Ao mesmo tempo, os dois partidos norte-americanos discutiram sobre o valor das vendas que serão canalizadas para a epidemia. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, criticou publicamente o governo federal devido à insatisfação com a resposta à epidemia no país.

Naturalmente, países diferentes possuem sistemas diferentes, por isso, podem adotar medidas distintas para tratar de emergências. A vida do povo, porém, deve ser sempre o mais importante. A politização da epidemia e a fuga de responsabilidades é um desrespeito com a vida do povo.

Tradução: Paula Chen

Revisão: Erasto Santos Cruz

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