Fui à China 80 vezes, mas a imprensa estadunidense não me deixa dizer a verdade sobre o país

Fonte: CRI Published: 2021-05-13 16:44:52
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Por que existe um efeito avestruz nas estratégias sobre a China elaboradas pelos tomadores de decisão dos Estados Unidos? Apesar do governo estar nas primeiras posições no ranking mundial de satisfação do povo, de acordo com levantamentos de instituições internacionais de prestígio, a China continua sendo censurada pelo governo e imprensa norte-americana por “oprimir” seu povo.

“Quando questionou a liberdade individual na China, o governo estadunidense negligenciou totalmente o fato de que as reformas no país oriental melhoraram a qualidade de trabalho e vida da população”, afirmou Peter Walker, sócio emérito da empresa de consultoria McKinsey & Company.

Nos últimos 15 anos, Walker visitou a China a cada seis semanas para observar seu desenvolvimento e mudanças, assim como para entender a lógica interna do modelo chinês. Ele acompanhou estreitamente as coberturas e comentários dos veículos de imprensa ocidentais sobre o país oriental e descobriu que muitas dessas descrições não correspondem a sua experiência. “Uma das principais origens dos mal-entendidos entre os dois países reside na perspectiva puramente ocidental que os Estados Unidos adotam na avaliação. Nosso país negligenciou como a China tem se desenvolvido”, explica.

Percebendo bem as diferenças do conhecimento entre o Oriente e o Ocidente, Walker resumiu suas observações por mais de dez anos no livro Poderoso, Diferente, Igual, publicado nos Estados Unidos em 2019.

Na sua opinião, em comparação com o governo de Trump, é difícil os Estados Unidos sob o governo de Joe Biden terem sua estratégia sobre a China suavizada em um longo período, principalmente devido a alguns julgamentos equivocados do governo estadunidense para médio e longo prazo: considera que a China aspira substitui-los e se tornar a maior potência do mundo, que a economia chinesa não é sustentável e que o povo chinês não está livre nem feliz. “Porém essas hipóteses sem nenhum fundamento fazem com que muitos no governo estadunidense acreditem que a ascensão da China pode ser reprimida e que não há necessidade de um engajamento construtivo com o país oriental.”

Para Walker, por trás desse fenômeno está a característica de oposição binária da sociedade norte-americana, que também se encontra na esmagadora maioria dos países ocidentais. O pensamento de “soma zero” resultou na lógica “uma vez que a China ganhe, os Estados Unidos perdem”.

Ao mesmo tempo, o excepcionalismo está enraizado no conceito norte-americano. Nos últimos 150 anos, os Estados Unidos têm liderado a economia e os assuntos militares globais. Modelos da democracia estadunidense e das empresas internacionais se espalharam pelo mundo. No ponto de vista de Walker, por trás do sonho dos Estados Unidos, “poucas pessoas levam em consideração os ricos recursos naturais e as fronteiras seguras do país. O país também apanhou o trem expresso da revolução industrial e roubou propriedades intelectuais da Europa para desenvolver a própria indústria”, salienta. Contudo, a China enfrentou uma situação completamente diferenciada. O país oriental foi invadido por nações ocidentais e pelo Japão, sofreu as Guerras do Ópio e seu povo vivia longas e duras guerras.

“Muitos políticos norte-americanos, ao condenar a China, colocam de lado a demanda deste país no desenvolvimento. Faltam a eles entendimentos sobre a China, especialmente a enorme diferença na história e na cultura.”

Tradução: Joaquina Hou

Revisão: Diego Goulart

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