Comentário: É lógico a China se tornar a maior parceira comercial da UE

Published: 2021-02-19 20:47:30
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“Podemos exportar nossos produtos agrícolas para a China, enquanto distribuímos as matérias-primas e produtos agrícolas chineses importados para as cidades no nosso redor,” disse Oscar Puente, prefeito da cidade espanhola de Valladolid, ao ser entrevistado recentemente. Isso se deve aos trens cargueiros da China Railway Express (CRexpress) que transporta cargas entre China e União Europeia (UE).

No ano passado, foram 12.406 trens da CRexpress, com um aumento de 50% em relação a 2019. O rápido crescimento de trens de carga é só uma miniatura das relações econômicas e comerciais entre a China e a UE. Segundo dados divulgados pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), a China se tornou a maior parceira comercial do bloco, superando os EUA pela primeira vez. Entre os primeiros dez parceiros comerciais, o país asiático é o único que concretiza o crescimento comercial bidirecional.

Vale a pena observar que os volumes de importação e exportação entre a UE e EUA sofreram quedas em 2020. A imprensa alemã acha que isso é culpa do governo norte-americano que impôs impostos sobre os produtos específicos da UE, enquanto esta aplicou tarifas retaliatórias sobre os produtos americanos.

Em 2020, o volume de importação dos produtos pela UE registrou um total de 383,5 bilhões de euros, com um aumento de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o bloco exportou à China 202,5 bilhões de euros em produtos, 2,2% a mais do que a cifra em 2019. A UE importou da China principalmente móveis, materiais médicos, produtos eletrônicos e têxteis, brinquedos, bicicletas, entre outros, e exportou produtos mecânicos, equipamentos de transporte e produtos químico-industriais.

A necessidade de materiais para o combate à pandemia estimula a exportação chinesa à UE, ao passo que a revitalização da economia chinesa oferece um grande mercado para os produtos europeus, incluindo automóveis.

O sucesso nas relações econômicas e comerciais também se deve às cooperações estreitas entre a China e a UE. No ano passado, a China adotou uma série de medidas para estabilizar o comércio exterior. Em setembro, ambas as partes assinaram um acordo bilateral de proteção de 100 indicações geográficas, permitindo um acesso ainda mais fácil para os produtos agrícolas entrarem no mercado chinês, trazendo mais benefícios a ambos os povos.

O fato de que a China se tornou a maior parceira comercial da UE e a conclusão das negociações do Acordo Abrangente de Investimento trazem mais perspectivas otimistas para as cooperações bilaterais. As empresas de ambas as partes afirmaram consecutivamente a confiança na ampliação do investimento bilateral.

As cooperações pragmáticas entre a China e a UE promoverão, sem dúvida, a revitalização econômica no pós-pandemia, facilitação e liberalização do comércio global e dará contribuições importantes para a economia mundial.

Tradução: Li Jing

Revisão: Gabriela Nascimento

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