Empresas italianas buscam novas oportunidades na CIIE

Fonte: Xinhua Published: 2019-11-07 15:38:03
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As empresas italianas buscam novas oportunidades na Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), onde a Itália é um dos 15 países convidados de honra.

As empresas italianas estão exibindo seus produtos em um espaço de 2.000 metros quadrados reservado pela Fundação Itália China, pela Câmara de Comércio China-Itália (CICC) e pela Associação Italiana de Comércio Exterior (AICE) na área de exposição de 360.000 metros quadrados.

As empresas italianas estão em cinco pavilhões diferentes, disse à Xinhua, Marco Bettin, diretor de operações da Fundação Itália China e secretário-geral da CICC.

O fato de a Itália ser uma convidada de honra "é uma confirmação absoluta das ótimas relações entre a Itália e a China nos níveis econômico e político, especialmente após a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota" em março deste ano, disse Bettin à Xinhua.

"Acho que isso pode ser visto como um reconhecimento do papel que a Itália desempenha no mercado global em termos de fabricação de alta qualidade em vários setores, desde moda a produtos tecnológicos e agro alimentos", acrescentou Bettin.

Das empresas, 90 delas são lideradas pela Fundação Itália China, contra cerca de 30 empresas da delegação do ano passado.

Esse aumento "é um sinal relevante de maturidade por parte de nossas empresas, incluindo as pequenas e médias, que se mostram cada vez mais capazes de se projetar nos mercados internacionais", disse à Xinhua, Matteo Caroli, professor de economia e negócios internacionais na Universidade LUISS Guido Carli, em Roma.

"A forte presença da Itália na CIIE pode refletir outro sinal de melhoria de nossas empresas: principalmente uma melhor compreensão de como a agregação é relevante e essencial para ser forte e valiosa nos mercados globais", disse Caroli, que também atua como reitor associado da Escola de Negócios LUISS.

Em outras palavras, explicou Caroli, as empresas italianas estão aprendendo a se unirem e não sozinhas como marcas únicas, uma fraqueza não compartilhada por concorrentes europeus como empresas francesas, que são mais hábeis em se mover como um "sistema".

"Ainda existem dificuldades nessa perspectiva, mas hoje mais empresas italianas estão aproveitando as oportunidades promocionais oferecidas por instituições públicas ou associações de negócios", continuou Caroli.

"Deste ponto de vista, um evento como a CIIE é positivo, pois oferece uma oportunidade para quem é capaz de compreendê-la e um possível impulso ao crescimento", acrescentou o professor da LUISS.

Um total de 155 países e regiões, bem como 26 organizações internacionais, participam da segunda CIIE, que acontece entre 5 a 10 de novembro. E 64 países sediarão exposições nacionais, enquanto 3.893 empresas participarão das exposições de negócios.

Bettin vê um foco mais forte no setor de luxo como uma tendência no CIIE deste ano.

"Isso confirma que o consumo no mercado chinês continua se movendo em direção ao nível de alta qualidade, e é uma boa tendência para o núcleo de manufatura da Itália e para nossas empresas participantes", disse Bettin à Xinhua.

Ele acrescentou que as empresas italianas estão buscando uma variedade de oportunidades na CIIE.

"Muitas de nossas empresas participantes já têm experiência no mercado chinês, enquanto outras estão no início. Nos dois casos, a China ainda não é seu mercado de referência em nível global e elas querem seguir nessa direção, querem aumentar seus contatos e presença", disse Bettin, que tem 20 anos de experiência em lidar e trabalhar com a China.

"A CIIE é realmente o evento que chama a atenção e a participação de toda a China. Nesta perspectiva, as empresas italianas também consideram a CIIE como uma oportunidade para fazer uma espécie de pesquisa de mercado", continuou ele.

"Isso ocorre porque a China se tornou um mercado complexo e sofisticado, com novas áreas a serem exploradas, e as empresas precisam de operadores especializados para se mudar para lá", explicou Bettin.

Ele disse, em comparação com o ano passado, "não é mais uma esperança, mas uma certeza de que a CIIE se tornou um ponto de referência para nossas pequenas e médias empresas".

Durante a exposição de seis dias, as PMEs italianas têm a oportunidade de se reunirem com operadores de toda a China, além de participar de workshops e oportunidades de B2B, disse Bettin.

Para Caroli, a CIIE apresenta oportunidades para "nossos produtos típicos Feitos na Itália, sobretudo, indústria agroalimentar, móveis, design, mecânica e, ultimamente, também alguns setores de nossas cadeias de produção ecológica que estão sendo atendidos a nível internacional".

Uma dessas empresas é a Pharsmart, que desenvolve e produz cosméticos, suplementos alimentares e dispositivos médicos.

"O mercado chinês representa uma enorme possibilidade para a indústria italiana, especialmente nos setores em que a Itália possui vantagens competitivas e saber-fazer, como beleza e saúde", disse o CEO da Pharsmart à Xinhua, Giovanni Cotticelli.

"Para aproveitar essa vantagem e cumprir nossas aspirações, a Pharsmart está envolvida em uma profunda colaboração com distribuidores chineses, que estão nos ajudando a introduzirem nossos produtos no mercado asiático".

O CEO italiano também vê a implementação do MoE entre Itália e China na Iniciativa do Cinturão e Rota como "uma chance de aprofundar laços econômicos, comerciais, mas também culturais" entre os dois países.

"A Pharsmart está pronta para participar do novo e desafiador projeto", concluiu Cotticelli

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