Tecnologia aproxima palácio imperial de mais chineses

Published: 2018-03-15 09:56:54
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Tecnologia aproxima palácio imperial de mais chineses

Das 1,86 milhões de relíquias culturais colecionadas pelo Museu do Palácio Imperial, a pintura Cena no ribeirinho durante o Festival da Pura Claridade (Qingming), datada da dinastia Song do Norte (960-1127), se destaca não só pelo valor artístico, como pelo histórico. Com mais de cinco metros de comprimento, a obra retrata vividamente a cidade de Kaifeng, capital da época. Nela, pode-se verificar a vida da população de diferentes camadas sociais do século XII. Único da China e do mundo, o quadro detalha uma grande quantidade de personagens e construções, mostrando a peculiaridade da arquitetura da dinastia Song do Norte. Agora, a obra milenar poderá ser conhecida por mais chineses e de uma forma interessante graças à alta tecnologia. O vice-diretor do Museu, Wang Yamin, esclarece:

“Ao longo dos cinco mil anos de civilização chinesa, especialmente no processo do desenvolvimento artístico das relíquias culturais, o quadro Cena no ribeirinho durante o Festival Qingming é de suma importância. As obras de caligrafias e imagens são estáticas. Como torná-las mais vívidas? Como fazer a população sentir e experimentar a beleza das artes que só os especialistas e estudiosos conhecem? Acho que o Museu do Palácio Imperial deve lidar com este desafio. Por isso, em 2016, com a parceria da Phoenix Satellite Television, de Hong Kong, recriamos a versão digital desta obra. Em maio, ela será exibida na Praça do Pavilhão Jianting do Palácio Imperial.” 

Para o vice-diretor, a exibição visa promover a interação entre o público e a obra, facilitando que o povo sinta a vitalidade moderna das culturas tradicionais. Por meio da tecnologia de interação imersiva, demonstração holográfica e linguagem artística moderna, a exibição pretende interpretar ao máximo possível o trabalho original, para reconstruir a vida do povo da dinastia Song. Wang Yamin explicou:

“Contamos com especialistas do Palácio Imperial para revisar os textos e com a equipe tecnológica que participou da Expo Shanghai para multimídias. Dessa forma, combinamos uma apresentação musical e reality show. A área de exibição mede mil metros quadrados. Depois de entrar no local, o público pode experimentar as paisagens da beira do rio Bian, da dinastia Song, por barco durante 40 minutos. Não é somente uma exibição, mas também uma boa experiência para vivenciar o estilo de vida da época.”

Na China, a procura dos chineses por eventos culturais registra um crescimento constante. As exposições e eventos promovidos pelo Palácio Imperial geraram grandes filas para as concorridas exibições. Para ter uma ideia, no último dia de exibição, o público ficou mais de dez horas na fila para ver a Cena no ribeirinho durante o Festival Qingming, em 2015. Com tecnologia e muita criatividade, o Museu do Palácio Imperial quer melhorar a experiência do público ao visitar as exibições e enriquecer os meios e formas de vê-las. 

Em 2017, foi inaugurado o laboratório de inovação conjunta no Palácio Imperial. Seu objetivo é explorar o modelo de aplicação das tecnologias digitais na proteção dos patrimônios culturais, pesquisa e exibição, de modo a buscar soluções inteligentes para sua conservação permanente. Segundo Wang Yamin, o Museu do Palácio Imperial, nos seus 600 anos, vai aproveitar os meios contemporâneos para difundir melhor a essência de sua riqueza cultural. Ele continuou:

“As relíquias colecionadas pelo Museu representam 42% do acervo raro de todo o país. Elas são símbolo dos cinco mil anos da civilização chinesa. Como tornar conhecido tantos patrimônios artísticos para mais pessoas? Estamos fazendo agora uma comunidade digital para interpretar e promover melhor nosso acervo. Fizemos vários aplicativos.”

Os utilitários para dispositivos móveis produzidos nos últimos anos pelo Palácio Imperial, para divulgar suas preciosidades e popularizar conhecimentos científicos, foram incluídos nos Melhores do Ano do app de Iphone, classificados como os mais imaginários, inovadores e atraentes. Diferente dos aplicativos promovidos por muitos museus estrangeiros, os do Palácio Imperial não só levam usuários a visualizar as cenas dentro do museu ou apresentam apenas as obras representativas, mas  mostram cada peça com detalhes. Para Wang Yamin, esses aplicativos dispensam o público de deslocamento e gasto para ver as obras, é como ir ao local. 

“Desenvolvemos sete aplicativos da série. Muitas pessoas querem ver as obras no museu, depois de visualizá-las online. Por isso, as duas formas são complementares. Isso ajuda a divulgação da cultura e dos acervos do museu.”

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