Daniel Castro pensa em novas narrativas do panorama mundial pós-Covid-19

Fonte: CRI Published: 2020-09-11 21:20:12
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Trabalhando com as relações Brasil-China desde 2002, o especialista em comunicação, Daniel Castro, amplia o seu livro China de Volta para o Presente para apresentar um panorama atualizado do cenário chinês e mundial pós-Covid-19. A segunda edição chega aos leitores em formato E-book, cerca de seis meses depois do primeiro caso registrado em Wuhan. A obra, originalmente publicada em 2017, tenta refletir de forma aprofundada sobre os avanços e visões da China no contexto geopolítico e econômico e enxergar as realidades através do olhar chinês.

“O mundo já está habituado com a narrativa do que é bom para os Estados Unidos,” diz o autor, apontando que o governo norte-americano vem investindo em políticas que possibilitem a mudança de sua imagem, o que faz com que boa parte da população fique convencida, apesar das invasões de Washington em muitos países terem causado milhões de mortes geradas ao longo de décadas após a Segunda Guerra Mundial.

Na nossa era, com as pessoas recebendo e acreditando em tanta desinformação, Daniel Castro percebe que as narrativas da imprensa já bastam para construir e determinar a imagem de um país. Porém, observa o negativismo das mídias ocidentais na cobertura sobre a China, como as doações da comunidade chinesa para o combate epidêmico no Brasil, que foram bloqueadas pelos veículos de imprensa. “Mesmo que os jornais tenham contraponto, fazem escolhas para defender os interesses de quem os financiam,” conclui Daniel ao comentar a objetividade da imprensa.

Dentro dessa “perseguição”, Daniel Castro enfatiza a importância do papel de enfrentamento, isto é, encarar de maneira direta as acuações ou dúvidas, mostrando ao público o outro lado da verdade. Cita ainda as tentativas de levar mais jornalistas brasileiros para conhecer a China durantes os Jogos Olímpicos de Beijing em 2008. Na avaliação dele, a melhor forma para mudar a imagem da China é contar a história através da visão de brasileiros.

Perguntado sobre um legado importante da cultura milenar chinesa, Daniel Castro admira o ditado de Confúcio que diz: “Para pensar em curto prazo, plante arroz; para pensar em médio prazo, plante uma árvore; para pensar em longo prazo, eduque as pessoas”. Diz ainda que os chineses frequentemente possuem uma ideia clara sobre o futuro do país e valoriza também a busca da China para alcançar a igualdade entre as pessoas, construindo uma sociedade em que todo mundo possa comer, trabalhar e ter uma casa.

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