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Palácio Potala, templo Jokhang e Norbulingka
  2015-08-11 16:04:48  cri

O Tibete é misterioso e uma localidade longínqua para muitas pessoas. Uma atmosfera religiosa reina no platô nevado habitado principalmente pela etnia tibetana. Em 1994, o palácio foi inscrito na Lista do Patrimônio Cultural Mundial. Em novembro de 2000 e dezembro de 2001, o Templo Jokhang e o parque Norbulingka, como itens estendidos, foram inscritos na lista, respectivamente.

Palácio Potala

O palácio Potala se situa em Lhasa, capital da Região Autônoma do Tibete da China. Na língua tibetana, a palavra Potala significa o "local onde mora Avilokiteshvara", a deusa da Misericórdia budista. Na realidade, é onde os Dalai Lamas de todas as gerações moravam e realizavam as atividades políticas e religiosas.

Originalmente, o palácio Potala não foi construído como um local sagrado do budismo. No século 7, Songtsen Gampo (619 a 650) unificou todas as tribos no planalto Qinghai-Tibete e estabeleceu o Reino Tubo. Em 641, ele casou-se com a princesa Wencheng da dinastia Tang e decidiu construir um grande palácio como a residência de Wencheng. Infelizmente, o palácio foi destruído por um incêndio provocado por um raio e pela guerra no século 9, quando o Reino Tubo se desintegrou.

Em 1645, o governo central nomeou oficialmente o 5º Dalai Lama como o líder político e religioso do governo local do Tibete. Este começou a reconstruir o palácio Potala. Três anos depois, o Potrang Karpo, ou Salão Branco, foi concluído. A construção do Potrang Marpo, ou Salão Vermelho, foi iniciada em 1690 para homenagear o 5º Dalai Lama e hospedar a estupa que guardava os seus restos. As obras terminaram quatro anos mais tarde. Depois, o palácio Potala passou por várias renovações e ampliações.

O palácio Potala está empoleirado no monte Marpo Ri, de fato, ocupando quase o monte total. Contemplando de longe, toda a construção, de muro da cor vermelha alternada com a branca e de telhado dourado, é grandiosa e esplêndida. Aparentemente, ele é um castelo tibetano com estruturas de pedra e madeira, e tem um telhado típico dos palácios dos Han. As suas decorações interiores e exteriores são do estilo semelhante aos palácios e templos nepaleses.

A estrutura do palácio Potala é além das imaginações para muitas pessoas. Ele tem 115 metros de altura e aparentemente tem 13 andares, mas de fato, tem justamente 9 andares. O muro tem 8 metros de espessura na base enquanto no topo, se diminui gradualmente para cerca de um metro. A partir de uma vista aérea, vê-se uma cidade apinhada de baixas residências de monges, casas de cidadãos e ateliês. São notáveis os contrastes entre diferentes partes das construções: os salões são espaçosos enquanto suas janelas são extremamente pequenas; os muros são muito grossos enquanto os corredores são muito estreitos. Parece que tudo está manifestando o poder misterioso da doutrina budista e a solenidade do mundo budista.

O palácio Potala se divide em duas partes: o Salão Vermelho que fica no centro e o Salão Branco que se encontra transversalmente na direção leste-oeste. Todo o palácio tem mais de 2 mil cômodos.

O Salão Branco tem sete andares e é onde os Dalai Lamas de todas as gerações moravam e exerciam seu poder político. O maior cômodo é a Sala do Leste no quarto andar, onde os Dalai Lamas se entronizavam e governavam o Tibete. A Sala Solar no andar superior é dividida em cômodos do leste e do oeste, que estão sob o solar todo dia. No inverno, o Dalai Lama costumava morar aqui. A Sala Solar tem quarto de visitas, quarto de descanso e quarto em que o Dalai Lama estudava as sutras budistas. Segundo estipulações antigas, só os monges superiores a quarta categoria podiam entrar no Cômodo Solar do Oeste.

O Salão Vermelho, no centro e topo do palácio, é composto por uma série de salas onde estão as estupas dos Dalai Lamas e estão venerados diversos budas. A estupa do quinto Dalai Lama fica no centro e é a maior e mais esplêndida. Ela tem 14,85 metros de altura e é decorada com 110 mil taéis de ouro e mais de 10 mil diamantes, pérolas e peças de jade.

Na sala mais alta do Salão Vermelho, estão venerados um retrato do imperador Qianlong da dinastia Qing e sua tabuleta memorial, em que se lê nas línguas Han, Man, Tibetana e Mongol "Longa vida a nosso imperador". Desde o 7º Dalai Lama, os Dalai Lamas de todas as gerações vieram aqui no dia primeiro de janeiro do calendário tibetano para render seus tributos.

O palácio é um mundo de afrescos, tankas (pintura tradicional tibetana), estátuas de budas e outras relíquias culturais. O seu conteúdo envolve a origem do grupo étnico tibetano, a história das diversas fações budistas, contos budistas, perfil e história sobre os Dalai Lamas, assim como importantes acontecimentos históricos.

Templo Jokhang

Localizado no centro de Lhasa, o templo Jokhang é um sagrado local dos budistas tibetanos, onde cabem dezenas de mil budistas para as cerimônias religiosas. O templo foi construído em 647 após o casamento de Songtsen Gampo com a princesa nepalesa Tritsun e a princesa Wencheng da dinastia Tang. Ambas as princesas trouxeram sutras budistas e estátuas de budas e o templo foi construído exatamente para homenagear e guardar estas sutras e estátuas. Naquele tempo, o templo não era tão grande como se vê agora e tinha apenas oito salões. Uma série de obras de renovações e ampliações fez com que ele obtivesse a dimensão atual.

O templo Jokhang tem uma área de construção de 25 mil metros quadrados e mais de 20 salões. O salão principal fica no centro e tem quatro andares, onde encontra-se a estátua dourada de Sakyamuni, fundador do budismo, que foi trazida pela princesa Wencheng. Quatro estátuas de guardas se colocam aos seus dois lados, vestidos como habitantes da etnia Han da dinastia Tang. Segundo registros históricos, estas estátuas foram construídas em memória dos que transportaram a estátua de Sakyamuni da capital da dinastia Tang para o Tibete. Os afrescos do Salão descrevem a chegada da princesa Wencheng ao Tibete e o processo da construção do templo.

Em frente do templo, há um monumento de 3 metros de altura em homenagem à amizade entre o Reino Tubo e a dinastia Tang. Erguido em 823 d. C, o monumento descreve o casamento da princesa da dinastia Tang com o rei de Tubo para cimentar a amizade.

Parque Norbulingka

O parque Norbulingka, que significa em idioma tibetano "jardim de tesouro", situa-se a cerca de 3 quilômetros a oeste de Lhasa. Construído em 1755, ele ocupa uma área de 360 mil metros quadrados.

Desde o VII Dalai Lama, os Dalai Lamas tratavam aqui a rotina administrativa e promoviam rituais e celebrações. Anualmente, o Dalai Lama veio aqui em março e só voltaria ao palácio Potala em fins de outubro. Por isso, Norbulingka é chamado "Palácio do Verão" enquanto o palácio Potala, "Palácio do Inverno". O menino escolhido como encarnação do Dalai Lama falecido era obrigado a estudar aqui as sutras budistas até ter idade suficiente para entronizar como Dalai Lama da nova geração.

* * *

O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco diz em seu relatório: O templo Jokhang e o Palácio Potala são construções que integram os centros administrativos, religiosos e políticos e simbolizam o budismo tibetano e o governo tibetano. O templo Jokhang é um especial conjunto religioso budista. Norbulingka é a obra-prima da arte tibetana. A beleza e a originalidade arquitetônicas destes sítios, sua decoração e a integração harmoniosa com o ambiente paisagístico aumentam sua importância histórica e religiosa.

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