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Escritor português José Rodrigues dos Santos se encontra com leitores na China
  2017-03-16 11:18:02  cri

O jornalista e escritor português José Rodrigues dos Santos, se encontrou com leitores chineses e estrangeiros na sexta-feira em uma livraria em Beijing.

O evento começou com uma apresentação feita pelo embaixador de Portugal na China, Jorge Torres Pereira, sobre as principais realizações do escritor e seguiu com uma conversa entre os dois.

José Rodrigues dos Santos, trabalhou como jornalista para várias mídias como BBC, CNN e RTP. Segundo o escritor, desde sua estreia como romancista em 2002, publicou 16 romances traduzidos para mais de 20 idiomas e vendeu mais de três milhões de exemplares em todo o mundo.

JORNALISTA E ESCRITOR

Falando de sua dupla ocupação, José Rodrigues dos Santos afirmou que ser um escritor o tornou um melhor jornalista, e vice versa, pois "os jornalistas conhecem um pouco sobre tudo, mas nada em profundidade", afirmou. "Enquanto escritor tenho de pesquisar alguns temas, então me tornei um jornalista melhor ao adquirir mais conhecimentos."

Por outro lado, como jornalista, ele foi a Bagdá em guerras, ao Haiti pós-terremoto, que são lugares pouco visitados e, dessa forma, conseguiu "inspiração e boas ideias nas viagens."

REALIDADE EM FICÇÕES

José Rodrigues dos Santos escreveu muitas ficções com base em eventos e figuras históricas reais. Por exemplo, na sua trilogia de Lótus, criou quatro protagonistas que vivem respectivamente na China, Japão, Portugal e União Soviética na segunda guerra mundial.

"A história é escrita pelos vencedores, com os vencedores sendo elogiados e os perdedores caluniados", disse. "Mas as histórias deles normalmente não são uma situação nem branca, nem preta, mas cinzenta."

O escritor explicou que queria saber como pensavam figuras históricas e quais eram suas motivações. Para isso, colocou em suas obras os discursos reais desses personagens. "Temos que julgá-los por suas próprias palavras ao invés de só ouvir o que os outros inventam ou nos contam."

HISTÓRIAS ENTRE PORTUGAL E CHINA

José Rodrigues dos Santos viveu três anos em Macau durante sua adolescência. Na sua opinião, Portugal e a China, e mesmo toda a Ásia, têm raízes históricas profundas. "Os portugueses começaram a navegar em uma tentativa de chegar à Ásia."

Segundo ele, a palavra inglesa "mandarin" para a língua oficial chinesa se originou da palavra portuguesa "mandar", e o "mandarim" se refere ao idioma dos mandatários/funcionários chineses.

José Rodrigues dos Santos também mencionou os primeiros portugueses que chegaram à China. Inicialmente os recém-chegados comiam com a mão ou uma faca, e as suas roupas eram brutas, mas os chineses vestiam seda, comiam com pauzinhos, e usavam muitas especiarias na gastronomia. "Portugal é o único país europeu a comer mais arroz, o que foi aprendido com a China."

"Entre China e Portugal, há muitas histórias desconhecidas ou esquecidas". De acordo com o escritor, o observatório antigo de Beijing era administrado por um português, e muitas pessoas com descendência portuguesa ainda vivem em algumas cidades costeiras chinesas.

O governo português tem manifestado sua disposição em reforçar a cooperação com a China, especialmente com a participação ativa na Iniciativa do Cinturão e Rota. Os intercâmbios culturais entre os dois países estão gradualmente aumentando, ao longo do fortalecimento das relações econômicas e comerciais.

A cultura de Portugal ou dos países de língua portuguesa ainda se trata de uma minoria, e os leitores chineses conhecem pouco da literatura desses países, no entanto, existem alguns nomes bem conhecidos na China, como o poeta português, Fernando Pessoa, autor da frase "o meu coração é um pouco maior que o universo inteiro", e o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago. No Brasil, "O Alquimista", de Paulo Coelho, é um dos mais importantes fenômenos literários do Século XX, e Clarice Lispector é considerada a maior escritora judia desde Franz Kafka.

No local do evento, entre dezenas de espectadores haviam muitos chineses, dos quais alguns eram fãs do José Rodrigues e alguns eram estudantes de português. Com o aprofundamento dos intercâmbios entre a China e Portugal, haverá mais boas obras de literatura de língua portuguesa a chegar aos leitores chineses.

por Agência Xinhua

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