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Filmes chineses e Festival Internacional de Cinema de Cannes
  2012-05-17 10:04:59  cri

Entre os dias 16 e 27 de maio, o sul de França brilhará com a 65ªedição do Festival de Cannes, um dos mais conhecidos e importantes festivais de cinema do mundo. Tal como já tem acontecido no passado, várias estrelas chinesas marcarão presença no certame para divulgar os seus filmes. Este ano estarão em destaque "Chinese Zodiac", com direção e interpretação de Jackie Chan e "Painted Skin 2", um filme de fantasia dirigido por Wuershan (diretor da etnia mongol da China). Além destes, o filme de suspense "To forgive", dirigido por Zhu Minjiang, jovem diretor chinês, será também exibido nas telonas.

A primeira presença chinesa neste festival de cinema remonta ao ano de 1959, quando o filme chinês "Swing and Joan", dirigido por Tian Chen, experiente artista de teatro de Taiwan, foi candidato à "Palma de Ouro", prêmio maior do evento. Este filme segue a história de uma mulher chinesa durante o período de guerra em que o Japão invadiu a China.

Na década de 1960, o diretor Li Hanxiang surge diversas vezes no palco de Cannes. Os filmes "A Chinese Ghost Story", "The Magnificent Concubine" e "Wu Zetian (a única imperadora da história da China)", por si dirigidos, foram indicados ao prêmio de melhor filme nos anos de 1960, 1962 e 1963, respectivamente. "The Magnificent Concubine" tornou-se no primeiro filme chinês premiado em Cannes, ao ganhar o Prêmio de Melhor Fotografia Interior a Cores (Best Interior Photography Color Award), devido às sumptuosas cenas no palácio imperial e ao elaborado vestuário das personagens.

Em 1975, o filme de wuxia "The Touch of Zen", dirigido por Hu Jinquan, natural de Hong Kong, ganhou o Prêmio de Inovação Tecnológica" na 28ª edição do festival, abrindo assim a porta para dar a conhecer a um número maior de espectadores estrangeiros esta categoria de filme chinês. "Namorada", um filme romântico dirigido por Bai Jingrui, também encantou o júri e ajudou a mudar a ideia do cinema chinês no exterior, mostrando que existe vida para lá do Kungfu.

A primeira vez que artistas da parte continental da China marcaram presença em Cannes aconteceu em 1979. Nesse ano, Xie Tieli, um dos diretores chineses pertencentes à 3ª geração de diretores do país, apresentou o filme "Early Spring", rodado muitos anos antes. Esse foi um grande passo de abertura e um momento importante na divulgação do cinema chinês a nível internacional. Desde então, a parte continental da China tem sido presença assídua no festival, levando ao evento filmes como "Monky King" (filme de animação), "Handcuffed passenger" ou "Street".

A 5ª geração dos diretores da parte continental chinesa, um grupo constituído pelos diretores surgidos no final da década de 80, formou-se na Academia de Cinema de Beijing. Demonstrando uma sensibilidade mais internacional, conseguiram contar histórias chinesas com recurso a técnicas narrativas mais próximas do padrão ocidental. Talvez devido a isso, trouxeram uma nova vaga de reconhecimento à sétima arte chinesa.

Ao falar de relação entre os filmes chineses e o Festival de Cannes, os cinéfilos chineses não podem ignorar um nome: Chen Kaige, um dos diretores pertencentes à referida 5ª geração de cineastas chineses. O diretor participou em Cannes em 1987 com o seu filme "King of the children". Embora não tenha vencido nenhum prêmio, este filme atraiu muita atenção por parte do júri.

Em maio de 1993, Chen Kaige volta ao festival, desta feita com enorme sucesso ao vencer a "Palma de Ouro" com o (entretanto) clássico "Farewell, My Concubine".

O sucesso chinês não fica inteiramente nas mãos de Chen Kaige. Zhang Yimou é um outro diretor do país que viu os seus filmes serem indicados a vários prêmios neste evento. Em 1990 "Ju Dou", "Lifetimes Living", em 1994, e "Shanghai Triad", em 1996. "Lifetimes Living" obteve o "Prêmio do Júri" e o prêmio de melhor ator principal na 47ª edição do festival.

Gong Li é uma famosíssima atriz que colabora frequentemente com Zhang Yimou. Em cinco ocasiões esta parceria levou Gong Li a marcar presença em Cannes. Em 1997 teve a honra de ser convidada a fazer parte do júri do evento, tornando-se assim numa das poucas personalidades chinesas a integrar o júri da competição.

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