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Conexão de bônus entre parte continental e Hong Kong promove abertura financeira
  2017-07-05 09:26:29  cri
Apenas 22 minutos depois da abertura do pregão de segunda-feira, 2,15 bilhões de yuans (US$ 320 milhões) em bônus foram comprados por investidores do exterior, que correm para aumentar a presença no terceiro maior mercado de bônus do mundo sob o mecanismo Conexão de Operação de Bônus entre a Parte Continental da China e Hong Kong.

Foi apenas um exemplo do comércio ativo no primeiro dia do mercado de mais de 67 trilhões de yuans, que está ainda crescendo rapidamente e se abrindo mais para o mundo.

O HSBC Holdings estava entre os primeiros traders. Helen Wong, presidente-executiva do HSBC para a Grande China, elogiou o novo esquema, dizendo que "atrairá mais fundos do exterior, criando uma base mais diversificada e promovendo ainda mais o tamanho e a profundidade do mercado".

As autoridades chinesas aprovaram a conexão de bônus em meados de maio, permitindo que os investidores de ambos os lados comercializem bônus nos mercados interbancários de cada um. O comércio em direção ao norte começou segunda-feira, sem restrição no volume de investimento.

Antes, o país tinha iniciado dois programas semelhantes, da conexão da operação de bolsas, em 2014 e 2016, respectivamente. Com o novo programa, a China fez outro sólido passo adiante em seu esforço progressivo mas perseverante para internacionalizar seu setor financeiro e moeda.

Ao discursar na cerimônia de abertura, Pan Gongsheng, vice-presidente do Banco Popular da China (banco central), disse que a conectividade e a integração dos mercados financeiros em ambos os lados serão melhoradas ainda mais, expandindo o tamanho do mercado de Hong Kong e desenvolvendo canais de investimento mais fáceis para a parte continental.

O mercado de bônus chinês se expandiu na última década mas o acesso para os investidores estrangeiros é ainda limitado, situação que foi mais sentida em um momento em que a crescente internacionalização do yuans chinês estimulou a demanda por ativos denominados nessa moeda.

Até agora, um total de 473 investidores do exterior detém 800 bilhões de yuans em saldo de investimento no mercado interbancário de bônus sob diversos esquemas, incluindo QFII e RQFII. Analistas acreditam que menos de 2% de participação estrangeira no mercado dá muito espaço para melhoras muito mais fortes no futuro.

O banco de investimento sediado em Beijing China International Capital Corporation (CICC) disse em uma nota de pesquisa que os influxos iniciais poderiam ser modestos, mas isso "significa outro passo na abertura do mercado de capital chinês e permite acesso mútuo do mercado de capital entre a China e o resto do mundo".

"É um marco na internacionalização do RMB (moeda chinesa) porque aumentará em grande medida a categoria de ativos investíveis denominados em RMB, pois os investidores internacionais poderão possuir e comercializar mais ativos denominados em RMB", disse Ivan Chung, diretor-gerente associado da Moody's.

O diretor-gerente da CCB International, Cui Li, estimou que o mercado de bônus chinês verá a entrada de até US$ 100 bilhões em capital por ano durante os próximos cinco anos, e o total da participação estrangeira de bônus responderá por 4% a 5% do PIB do país.

Incentivado pelo cenário, o Banco de Desenvolvimento da China, um dos três bancos de política do país, disse que emitirá nesta terça-feira bônus financeiros com rendimentos fixos no valor de até 20 bilhões de yuans sob o novo programa de bônus para investidores internacionais, o maior do tipo. O Banco de Desenvolvimento Agrícola da China também anunciou um plano semelhante.

O novo programa também ajudará o mercado chinês, cada dia mais aberto, a ganhar mais reconhecimento mundial.

O braço de índice do Citibank anunciou dois novos índices de bônus sobre a China e a inclusão de bônus do Tesouro chineses em sua série de índices de títulos do governo no início deste ano.

"Esperamos que mais índices internacionais de bônus incluirão ou aumentarão alocações para os bônus domésticos chineses um ano depois da implementação da Conexão de Operação de Bônus", disse Chung.

O programa veio depois do 20º aniversário do retorno de Hong Kong à pátria em 1º de julho.

Pan disse que o programa representa "os esforços do governo central para reforçar e melhorar o papel de Hong Kong como um centro financeiro internacional e (...) a determinação para apoiar a prosperidade, a estabilidade e o desenvolvimento a longo prazo de Hong Kong".

Norman Chan, chefe executivo da Autoridade Monetária de Hong Kong, disse que a região continuará a "ser um portal para os investidores do exterior entrarem no mercado de bônus continental, (...) assim como um intermediário para os fluxos de capitais entre a parte continental e os mercados internacionais".

por Xinhua

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