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China se esforça para alterar modelo de desenvolvimento e proteger o meio ambiente
  2017-06-09 09:44:18  cri
A vasta cadeia de montanhas Qilian, no noroeste da China, começa a se recuperar de décadas de exploração excessiva depois que a maior campanha de restauração do meio ambiente em mais de meio século começou a ser aplicada.

Na campanha iniciada a mais de um ano atrás e levada adiante pelo Ministério da Proteção Ambiental (MPA), minas ilegais e usinas hidrelétricas sem licença foram fechadas, o monitoramento do tratamento de esgoto melhorado e infraestruturas turísticas repensadas. Segundo as autoridades de Zhangye, na Província de Gansu, mais de 90% das violações ambientais foram corrigidas.

As montanhas Qilian, que se estendem pelas províncias de Gansu e Qinghai, foram classificadas como uma importante zona de proteção ambiental para ajudar a balancear o meio ambiente no Platô Qinghai-Tibet, bloqueando o avanço do deserto ao norte. Tanto os rios como cerca de cinco milhões de residentes dependem da água de degelo das montanhas.

Entretanto, o desenvolvimento excessivo e desordenado desde os anos 1960 colocou a área sob forte crise, contaminando os recursos hídricos e degradando o solo, o que fez com que as autoridades se vissem obrigadas a encarar os problemas ambientais gerados pelas atividades.

Apesar dos progressos, a situação continua severa e mais esforços são necessários, disse o MPA citando minas ilegais e projetos hidrelétricos ainda existentes na região.

Em resposta, as autoridades locais prometeram que todos os danos causados pela ação humana, como a poluição, serão extinguidos até 2017.

Qilian representa a mudança da obsessão do país pelo crescimento do PIB para uma filosofia de crescimento mais equilibrado que coloca igual ênfase, se não maior, na proteção do meio ambiente.

Mais energia tem sido gasta na limpeza da economia, que por muito tempo foi dominada pelas industrias altamente poluentes. Regras mais estritas foram estabelecidas tanto para as fábricas como para as autoridades, e punições mais severas começaram a ser dadas nos casos de infrações.

O MPA ampliou as suas investigações que incluíram os gases do efeito estufa e a economia de energia, bem como ampliou seu alcance geográfico, que vai da poluída região norte de Beijing-Tianjin--Hebei até áreas menos desenvolvidas do noroeste chinês.

O ex-ministro da Proteção Ambiental, Chen Jining, disse no início deste ano que mais de 6,4 mil funcionários foram responsabilizados durante as inspeções levadas a cabo em 16 províncias.

"Todas as 31 províncias serão cobertas este ano para que os governos locais cumpram imediatamente com as suas obrigações", disse.

"A industrialização moderna foi levada adiante sem que se prestasse atenção ao meio ambiente, o que resultou em crise ambiental", disse Qiao Qingju, professor da Escola do Partido do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC).

Em sua busca pelo sucesso econômico, a China foi confrontada por sérias questões ambientais, algumas ainda existentes.

Durante um encontro de alto escalão do PCC no mês passado, formuladores de políticas concordaram que a China deve rejeitar os modelos de desenvolvimento que agridem o meio ambiente, e em abandonar práticas que impulsionam o crescimento econômico no curto prazo com custos para o meio ambiente.

"O país deve acelerar sua transformação, do excesso de dependência no consumo de recursos, alto gasto energético e altas emissões para um modelo de crescimento impulsionado pela inovação", de acordo com uma nota divulgada após a reunião.

Na segunda-feira, a China definiu o tema para o 46º Dia Mundial do Meio Ambiente: "Água limpa e montanhas exuberantes tão valiosas como ouro e prata."

O movimento para um modelo de crescimento mais sustentável tem sido aplicado constantemente ao longo de anos.

Mais governos locais, incluindo Fujian, têm dado maior destaque para o meio ambiente ao buscar o crescimento econômico.

Ao mesmo tempo em que empresas saturadas e poluentes foram fechadas, setores "verdes" e de alta-tecnologia têm recebido maior apoio, incluindo os de carros elétricos, conservação de energia e redução de gases poluentes.

A matriz energética tem sido melhorada, com menos usinas de carvão e mais plantas de energia solar e hidrelétricas. A China já se tornou o maior mercado de energia renovável do mundo.

Enquanto o presidente dos EUA Donald Trump decidiu retirar seu país do acordo de Paris, um marco global na luta contra as mudanças climáticas, a China tem mantido firme sua posição.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse que a China vai continuar comprometida em apoiar e promover a governança global sobre as mudanças climáticas e ter uma posição ativa no processo multilateral.

A China se comprometeu em cortar as suas emissões de carbono por unidade do PIB entre 60 e 65% em relação aos níveis de 2005 até 2030, e em aumentar a proporção do uso de combustíveis não-fósseis em 20% do total.

por Xinhua

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