Pesquisas mostram que os jovens nascidos após a década de 80 já se tornaram a principal força do contingente dos universitários graduados que obtêm sucesso em novos empreendimentos. Nesse caminho, além de experiências, ele também tiveram dificuldades. Nesta reportagem, vamos ver como eles estão começando o próprio empreendimento.
Xing Nan, pós-graduado da Universidade de Beiijing, abriu, junto com dois amigos, um site eletrônico que gerencia equipamentos para esporte, produtos digitais e cosméticos. Em comparação com outros grandes portais, o site dele parece insignificante. Vendem apenas 30 mil tipos de produtos, com um valor total de vendas de apenas de 300 mil yuans por mês. Porém, ele considera que, pelo conhecimento que tem sobre as universidades, o site dele possui vantagens muito especiais.
"Por exemplo, um modelo de telefone celular pode ter 10 fornecedores diferentes, que oferecem preços atualizados todos os dias. Então, escolhemos o fornecedor que dá o melhor preço nesse dia, e fazemos dele o mais novo fornecedor do nosso site. Após o cliente efetuar a encomenda, o fornecedor pode enviar o produto diretamente a ele."
Sem grande quantidade de verba para investir, mas com sensibilidade para captar os pontos quentes do mercado. Essas são as principais características de empreendedores como Xing Nan. No ano passado, a China realizou o primeiro levantamento sobre o empreendedorismo dos universitários. O resultado mostra que 35% se dedicam ao setor de serviços, e cerca de 13% aos setores manufatureiro, financeiro e de seguros. O setor de serviços não exige muito capital, tecnologias ou acesso ao mercado, mas reúne ricas variedades de produtos ligados à vida social. Isto corresponde às características desse grupo de jovens, e por isso é o mercado predileto deles.
O levantamento indica que, apesar de grande entusiasmo, apenas menos de 2% dos universitários escolhem montar seus próprios negócios. Nas entrevistas, notamos que os universitários possuem coragem e otimismo em relação ao futuro. Mas também existem gargalos para eles, como a falta de apoio por parte do setor empresarial.
A situação, porém, está melhorando. Além do apoio do governo, os graduados que possuem patentes, marcas comerciais e direitos autorais começaram a receber apoio de fundos de investimento de risco, fundos para empreendimentos, e empréstimos bancários. E diversos tipos de entidades de formação também ajudam muito. O centro de serviços de talentos do Bairro Chaoyang, em Beijing, criou a "Escola Noturna para Empreendedores". O centro oferece cursos que envolvem psicologia para a profissão, preparação para o empreendimento, e compartilhamento das experiências de empreendedores. Além disso, passa conhecimentos práticos, como registro de empresas e arrecadação de impostos, garantia social dos empregados, e makerting. O funcionário da escola, Ma Yuan, nos informou:
"Muitos jovens tem a vontade de criar seus próprios empreendimentos, porém, o ânimo não basta, eles carecem de técnicas. Convidamos especialistas e professores em diversas áreas, para dar formações gratuitas, ajudando a elevar a capacidade empreendedora desses jovens."
O vice-diretor do Centro de Empreendimento da Universidade Renmin da China, Wang Guocheng, considera que, além das técnicas, de um ponto de vista de longo prazo, formar o espírito empreendedor dos universitários é base para que eles se desenvolvam.





Envie para um amigo












