Vida feliz da população de Diqing
    2007-10-11 13:20:33                cri

O Zhou autónomo da etnia tibetana de Diqing se situa numa região de montanhas e lagos na província de Yunnan, sudoeste da China. É conhecido como Shangri-la e um dos pólos turísticos mais famosos deste país. Vamos fazer uma viagem radiofónica à região para conhecer a vida da população local.

Diqing se situa no noroeste da província de Yunnan e se limita à Região Autónoma do Tibet. Em língua tibetana, Diqing significa a "região auspiciosa", onde vivem 26 etnias tais como a etnia tibetana, etnia Lisu, etnia Naxi, etnia Han, etnia Bai etc., e a população tibetana ocupa cerca de um terço da população total.

Diqing tornou-se famosa pelo mundo exterior só nos últimos dez anos. O escritor americano James Hilton publicou em 1933 seu romance Lost Horizon, em que descreveu uma região montanhosa com paz e tranquilidade no Oriente chamada Shangri-la. Até os meados dos anos 90 do século passado, os seus leitores acharam a região depois de suas buscas durante muitos anos, indicando Diqing como Shangri-la do romance de James Hilton, porque ela tem tudo o que o escritor escreveu no livro e por coincidência, a palavra Shangri-la em língua tibetana em Zhongdia, capital do Zhou de Diqing, significa "Sol e Lua do coração". Em 2001, Zhongdian foi denominado oficialmente de Shangri-la.

  

Diqing possui o ambiente ecológico do planalto que o romance descreve, mas o mais importante reside no estado de vida da população afastado do mundo moderno. O diretor da Administração dos Assuntos Culturais de Diqing, Pu Jiang, disse que Shangri-la representa o ambiente ideal de vida para a população local.

Shangri-la significa harmonia, paz e felicidade. Aqui em Diqing, mantem-se a harmonia entre a população e entre os seres humanos e a natureza. Convivem aqui em harmonia 26 etnias, que professam diferentes religiões. As paisagens naturais também são lindas e a cobertura florestal de Diqing lidera toda a província de Yunnan. Todos vivem felizmente aqui."

O ambiente de vida em Diqing atrai muitas pessoas procedentes de todo o mundo. Alguns estrangeiros chegaram a Diqing, ficaram encantados com o ambiente de vida e instalaram-se ai. A senhora Cater Saher Malik, mulher do representante geral do Programa da ONU para o Planejamento na China, Khalid Malik, é uma dos estrangeiros que instalam-se em Diqing. Em 2004, ela conheceu pela primeira vez o distrito de Shangri-la de Diqing, gostou e ficou morando aí. Nos últimos anos, apresentou a cultura das minorias étnicas de Diqing a seus amigos e criou a Fundação dos Patrimônios das Zonas Montanhosas de Yunnan. Por sua contribuição para o desenvolvimento educacional da região, foi concedido pelo governo local a ela o título do cidadão honorário de Diqing. A sua filha Sahra Malik disse:

"Há quatro anos, minha mãe veio aqui pela primeira vez. Dai, costumava voltar sempre. Criou a Fundação dos Patrimônios das Zonas Montanhosas de Yunnan para ajudar os artesãos a preservar e desenvolver sua arte. Também dou minhas ajudas. Gosto muito de Shangri-la. As paisagens aqui são fantásticas e a população é muito simpática."

Andando na rua da capital distrital de Shangri-la, podem ver os habitantes com roupas das diversas minorias étnicas e edifícios de estilo étnico. Saindo da pequena cidade, as aldeias mantêm ainda seu modo de vida tradicional e tranquilo. Vêem-se as bandeirinhas coloridas nos telhados das casas, os carneiros comem ervas nas pastagens próximas e crescem as cevadas aos dois lados do rio.

A camponesa da etnia Naxi, Yang Chunsheng, disse:

"Temos em casa quase todos os eletrodomésticos como por exemplo geladeira, televisor, e utilizamos agora o gás liquificado na cozinha. Acho que nossa vida tem alcançado o nível confortável. Nas temporadas de poucos trabalhos agrícolas, eu e meu marinho levando o filho costumamos fazer turismo."

Nos últimos anos, o PIB de Diqing aumenta 22% anualmente e a renda dos agricultores e pastores cresceu 14,2% ao ano. Com a melhora do nível de vida, o turismo tem se tornado um modo de lazer dos habitantes de Diqing.

Enquanto cada vez mais visitantes chegam a Shangri-la, mais habitantes locais saem para fazer turismo e comércio e frequentar cursos nas grandes cidades. O intercâmbio abre a visão dos habitantes de Shangri-la e faz com que eles se sintam maior carinho e orgulho pela terra natal. A moça da etnia tibetana Zhaxi Quchu, estudante do terceiro ano da Universidade Politécnica de Beijing, disse a nossa reportagem:

"Voltei uma vez a minha terra depois de estudar três anos em Beijing. A capital distrital de Shangri-la tem conhecido tão grandes transformações que não consegui reconhecer muitos lugares. Quando estamos fora da terra, sentimo-nos muito orgulhosos quando falamos de Shangri-la."

À noite, muitos habitantes da capital distrital de Shangri-la costumam se reunir em uma praça perto da sede do governo local, dançando ao compasso da música alegre. A música, a dança e a felicidade que todos levam em seus rostos comovem sempre os turistas. No oceano de música e dança, eles sentem a felicidade e alegria da população de Shangri-la.

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