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Estrutura do comércio internacional da China enfrenta grande risco
2006-08-17 09:33:13    cri

"A China, que foi classificada em 128º lugar no ranking de renda per capita do mundo, está proporcionando anualmente dezenas de bilhões de dólares americanos de subsídios aos Estados Unidos", segundo uma advertência apresentada recentemente no "Fórum com a Participação de 50 Economistas Chineses", por Yu Yongding, membro da Comissão de Políticas Monetárias do Banco Central da China e diretor do Instituto de Investigação de Economia e Política, subordinado à Acadêmia de Ciência Social do país, em relação à reserva de divisas elevadas constantemente na China.

--China obteve duplo superávit nos últimos 15 anos --

"Na China formou-se um grande risco: uma estrutura de comércio internacional tendo a absorção do capital estrangeiro como seu trabalho principal, e o comércio para com o exterior através da elaboração de produtos como seu trabalho secundário", apontou Yu.

Ele considerou que a reserva de divisas do país está próxima de um trilhão de dólares americanos. "Durante muito tempo, a China manteve o superávit do balanço de capital ativo, principal motivo no aumento da reserva de divisas chinesas nos últimos anos. Principalmente quanto ao Investimento Estrangeiro Direto (IED)", indicou Yu.

"O duplo superávit mantido nos últimos 15 anos consecutivos foi um algo nunca acontecido na história chinesa.", acentuou Yu. Ele considerou que o superávit da conta-corrente foi motivado pela taxa demais alta de depósitos bancários, pelas mudanças cíclicas da economia interna e externa, pelas políticas chinesas sobre o estímulo da exportação e pela posição secundária do comércio exterior, através da elaboração de produtos no comércio chinês.

"O constante aumento da reserva de divisas causa dificuldades cada vez maiores ao Banco Central da China na aplicação da política de austeridade monetária. Devido ao constante aumento do déficit da conta-corrente dos EUA, o dólar americano começou com o chamado processo de "desvalorização estratégica", desde 2002. Uma vez que o dólar americano seja desvalorizado numa grande extensão, será diminuído o valor dos ativos de divisas chinesas", explicou Yu.

-- Perda do bem de estar causada pelo duplo superávit --

Para Yu, sendo o terceiro maior país na absorção de investimentos estrangeiros diretos, a China não usou recursos financeiros para completar sua reserva, mas sim exportou grande quantidade de recursos naturais aos Estados Unidos e outros países desenvolvidos, que visam completar suas próprias reservas. O aumento da reserva de divisas resulta da troca do direito de crédito dos EUA pelo direito acionário chinês e da compra do direito de crédito norte-americano, com superávit da conta-corrente.

"Com o aumento da reserva do capital estrangeiro na tabela do balanço entre receitas e despesas internacionais da China, a quantidade de arrecadações de investimentos estrangeiros aumentará constantemente. No futuro, a China será obrigada a ampliar ainda mais seu superávit comercial, a fim de manter o equilíbrio da conta-corrente. Naquela altura, a diferença entre PIB e PNB se tornará cada dia maior. Nossos descendentes terão possivelmente encargos pesados no pagamento de rendimento para o IED", assinalou Yu.

Ele considerou que, como o terceiro maior país exportador líquido de capital do mundo, a China tem obtido o rendimento negativo nos investimentos, excepto 2005. Mas, sendo país importador líquido de capital -que possui grande quantidade de dividas externas -os Estados Unidos têm tido o rendimento positivo neste sentido. A consequência causada por isso é que "a China, classificada em 128º lugar no ranking sobre a renda per cápita do mundo, está oferecendo anualmente dezenas de bilhões de dólares de subsídios aos EUA", assinalou Yu.

-- Taxa de câmbio deve ser decidida pelo mercado --

Yu considerou que, como país em desenvolvimento, a China não deve procurar o superávit da conta-corrente; a entrada do IED deve converter-se num déficit comercial apropriado. O duplo déficit chinês é uma reflexão concentrada do desequilíbrio interno e externo da atual economia chinesa.

Yu apresentou 15 propostas referentes à correção do duplo superávit: 1º, permitir à moeda chinesa Renminbi decidir a taxa de câmbio, com maior flexibilidade, conforme as relações entre a oferta e a procura do mercado.

Para ele, o maior fator que afeta o emprego é a velocidade do crescimento económico, em vez da velocidade do aumento da superávit comercial. A valorização de Renminbi provocará provavelmente um impacto relativamente grande aos setores de exportação e a falência das empresas com maus lucros. Portanto, tal reajuste é necessário para a China.

 
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