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Apoio a jogadores locais e orçamentos realistas são necessários Superliga Chinesa
  2017-03-08 10:33:56  cri

A China introduziu recentemente novas regras e métodos para resolver problemas na Superliga Chinesa de futebol (CSL), no que diz respeito à marginalização de jogadores chineses e gastos fora de controle na compra dos craques estrangeiros.

Poder de compra dos clubes chineses choca o mundo

Os clubes da CSL têm atraído a atenção mundial nos últimos anos, gastando muito dinheiro em treinadores estrangeiros de renome internacional, como Marcello Lippi, Luiz Felipe Scolari, Manuel Pellegrini, Andre Villas Boas e Sven Goran Eriksson, além de jogadores como Carlos Tevez, Gervinho, Ezequiel Lavezzi , Oscar e Axel Witsel.

Não obstante, uma quantidade significativa de capital da China vem fluindo para compras de clubes de futebol estrangeiros, como o Nice, da liga francesa, e o Inter de Milão, da Itália. Os gastos de clubes chineses surpreenderam as potências do futebol mundial, levando a críticas de clubes e treinadores estrangeiros. Também gerou críticas internamente. Observadores advertem que uma excessiva dependência de jogadores estrangeiros acaba por reduzir as chances dos jogadores nativos.

Mas apesar dos questionamentos sobre as práticas de recrutamento, as autoridades dizem que o futebol na China continua em um caminho de desenvolvimento positivo. "O desenvolvimento do futebol chinês tem sido geralmente positivo desde o início da reforma apoiada pelo governo e do plano de desenvolvimento", disse um porta-voz da Administração Estatal do Esporte na China.

Novas regras restritivas

A Associação de Futebol da China (CFA) anunciou no dia 16 de janeiro que a Superliga Chinesa de Futebol vai restringir o número de jogadores estrangeiros. Serão permitidos três atletas estrangeiros em cada jogo na temporada 2017. Além disso, entre os jogadores titulares será obrigatório haver pelo menos um com idade inferior a 23 anos.

Segundo as regras da temporada 2016, cada clube da Superliga Chinesa e da Liga da Divisão A (equivalente à série B) podia contratar cinco jogadores estrangeiros. Também era permitido escalar quatro atletas em cada jogo, que incluíssem no máximo três jogadores que não pertencessem à Associação de Futebol da Ásia.

Com a nova regra, cada clube pode manter cinco jogadores estrangeiros no elenco inteiro, mas só poderá escalar três na lista dos 18 a cada jogo.

Analistas consideram que a contratação de craques estrangeiros ajuda a elevar o nível da liga. Todavia, eles também ocupam o espaço dos jogadores chineses, especialmente os jogadores juvenis. Com isso, o padrão de qualidade da liga chinesa está aumentando, enquanto o desempenho da seleção nacional continua piorando. Diante desta situação, a Associação de Futebol da China lançou as regras que exercerão grande influência nos clubes chineses na temporada de 2017.

Reforço de administração dos clubes

O porta-voz acrescentou que novas medidas também são necessárias para adequar os gastos tanto na compra de jogadores estrangeiros quanto nos salários exorbitantes.

"Temos de controlar os salários a um nível razoável, precisamos reforçar o trabalho de auditoria e supervisão sobre o orçamento dos clubes. Devemos mandar um sistema de contabilidade unificado entre os clubes, e remover aqueles com dívidas incobráveis", disse. Capitais de salários podem ser usados, e novas regras devem ser elaboradas para exigir que os clubes que assinam grandes contratos possam investir uma quantidade proporcional de dinheiro na formação dos jovens. Além disso, não deve haver espaço para fraudes de contrato."

O porta-voz afirmou ainda que a CFA deve conduzir suas próprias pesquisas e implementar essas sugestões gradualmente em sua tentativa de fortalecer o futebol na China.

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