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Novo Banco de Desenvolvimento do Brics valoriza importância da cúpula do G20 em Hangzhou
  2016-09-02 18:42:10  cri

Será realizada em 4 e 5 de setembro em Hangzhou a 11ª edição da cúpula do G20, que tem como tema "formar uma economia mundial inovadora, dinâmica, integrada e inclusiva". Na véspera do evento, o vice-presidente brasileiro do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), entidade financeira multinacional criada pelos cinco países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Paulo Nogueira Batista, concedeu uma entrevista exclusiva à CRI. Ele qualificou a reunião como uma plataforma de cooperação para incentivar o desenvolvimento sustentável.

O NBD foi estabelecido oficialmente em julho de 2015 em Shanghai. Desta vez, a China sediará a cúpula do G20 na qualidade de presidência rotativa. Para Batista, isso mostra a importância da China no cenário internacional, sendo também uma oportunidade para o mundo conhecer melhor o banco do Brics.

"Então a China foi muito gentil em nos convidar para participar de todas as discussões relacionadas a estes sistemas ao longo do ano, inclusive a última reunião em Chengdu. Foi um processo bem interessante para nós, porque nós podemos fazer contatos com outros bancos de desenvolvimento que a China também convidou. E podemos apresentar ao plenário do G20, aos ministros e outros delegados dos países do G20, os planos do banco, os planos de atuação do nosso banco, que tem sede em Shanghai."

O banco do Brics dedica-se à construção das infra-estruturas e ao impulsionamento do desenvolvimento sustentável, temas importantes para todas as economias. Em julho deste ano, o NBD estreou no mercado de capital e emitiu pela primeira vez os títulos de crédito "verdes". Ao falar das questões, Batista deu sua opinião.

"O banco pretende ser um banco verde ligado ao financiamento verde e ligado às preocupações com ambiente. Então nós temos um plano, por exemplo, de financiar e de comprometer ao longo dos próximos cinco anos, cerca de dois terços dos nossos compromissos, na área de infraestrutura sustentável, por exemplo energia renovável, administração de água, administração de esgotos, eficiência energética e várias áreas desse tipo. Então nosso mandato se casa muito bem com a pauta que a China estabeleceu para a reunião do G20, que é uma pauta voltada para o desenvolvimento com sustentabilidade."

Na cúpula do G20 em Antalya no ano passado, o presidente chinês, Xi Jinping, apelou aos diversos países para que renovem os métodos de crescimento econômico e compartilhem os frutos do desenvolvimento. Sobre isso, Batista espera que essa cúpula do G20 pode incentivar ainda os intercâmbios entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.

"Outra coisa que eles podem colocar à disposição aos países menos desenvolvidos a tecnologia, o know how, as experiências que eles têm. Para que nós possamos também a aprender com eles e ter um desenvolvimento mais saudável. Por exemplo, esse banco aqui, o NBD, ele vai ser aberto à todas os países das Nações Unidas, inclusive os países desenvolvidos. Nós gostaríamos de ter no futuro países desenvolvidos fazendo parte do banco, para trazer seus conhecimentos, trazer suas experiências e tecnologias para dentro do funcionamento deste banco e poder ajudar os países menos desenvolvidos a lidar melhor com questões ambientais e outras."

Esta foi a segunda vez que um país do Brics sediou a cúpula do G20. Batista declarou que a China é a maior economia e o membro mais importante do Brics. O país está desempenhando um papel insubstituível no cenário internacional, especialmente na governança global.

"Desempenha um papel construtivo nas relações internacionais por intermédio do Brics por intermédio do G20, na sua ação bilateral. E eu tenho certeza que outros do Brics serão muito próximos à China nesse objetivo comum de mudar a governança internacional, porque o mundo está mudando e a governança internacional não mudou tanto, né? Continua presa aos padrões do século 20. No século 20, a Europa e os Estados Unidos davam as cartas, centro do mundo. No século 21, já não é mais uma verdade. E as realidades institucionais, o fundo monetário, o Banco Mundial e outras organizações que foram criadas no século passado ainda não aprenderam a se adaptar a isso. Então o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul estão unidos no propósito de contribuir para mudar a governança internacional, para fazê-la refletir mais de perto uma realidade mundial que não é mais a do século 20, muito menos do século 19. É um século novo com preocupações novas, inclusive as preocupações enormes, como por exemplo, preocupações climáticas, de desenvolvimento, que atingem a qualidade de vida. Qualidade de meio ambiente que possa dar a melhor vida para as pessoas que aqui vivem."

tradução:Zhao Yan

revisão:Layanna Azevedo

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