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Vice-presidente do Brasil ressalta a importância das relações sino-brasileiras
  2013-10-29 15:33:53  cri

O vice-presidente do Brasil, Michel Temer, vai iniciar uma visita oficial pela China no dia 4 de novembro. Durante a viagem, ele vai participar da terceira reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), em Guangzhou, e da cerimônia inaugural do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, em Macau.

Antes de sua viagem à China, Michel Temer deu uma entrevista coletiva à imprensa chinesa. O vice-presidente brasileiro prevê que as relações bilaterais com o país asiático vão se estreitar nos próximos dez anos.

"Acho que aumentarão significativamente. Nós estamos indo para a China precisamente no momento do Plano Decenal chinês, isso é o primeiro ponto. O segundo ponto, esta Cosban está se dando precisamente quando se instala o novo governo na China, novas autoridades que assumiram recentemente o poder. Então, a intensificação dessas relações diplomáticas, eu diria que é mais que inevitável, é desejável, pelo lado do Brasil e pelo lado da China."

Em 2012, a China estabeleceu a parceria estratégica globalizada com o Brasil. Temer comentou que os dois países possuem a mesma estratégia global.

"O Brasil está cada vez mais próximo da China, e a China mais próxima do Brasil. Basta dizer dos investimentos chineses que têm vindo para o Brasil. E o Brasil também tem investimento na China. No campo de alimentos, nós enxergamos a China, naturalmente, como um grande mercado consumidor. E não são poucas empresas brasileiras que se globalizaram nesse sentido porque têm suas agencias lá na China. E no aspecto global, o Brics, é exemplo dessa integração. Quando você fala duma associação do Brasil, Índia, China, Rússia, África do Sul, você está falando da relação globalizada que existe entre o Brasil e a China."

Esta será a primeira visita de Michel Temer ao país asiático. O vice-presidente será acompanhado por três ministros e um grande grupo de empresários, incluindo representantes do Banco Central do Brasil. Segundo Temer, o Brasil quer promover a utilização da moeda local nos negócios bilaterais.

"O Banco Central do Brasil e o Banco Central da China estão desenvolvendo conversações permanentes. Vai comigo também um representante do Banco Central, precisamente para tratar desses assuntos. Um deles é a possibilidade da instalação de uma agência do Banco do Brasil na China e também a possibilidade do banco da China aqui no Brasil. Outro tema que está sendo discutido desde a outra Cosban é a questão da utilização da moeda local para a intermediação comercial, assunto que já vai bastante avançado. Essas reuniões da Comissão de Alto Nível Sino-brasileira é que tem permitido esses diálogos muito prósperos entre Brasil e China nesses campos."

Nos últimos anos, a China e o Brasil vêm mantendo uma relação estreita no comércio. Segundo a alfândega chinesa, o valor comercial entre os dois países superou US$ 85 bilhões em 2012. Para Temer, o comércio bilateral continua a ter um grande potencial. Ao mesmo tempo, ele admite que a burocracia no Brasil pode influenciar o investimento estrangeiro, mas acredita que essa dificuldade vai ser superada.

"O fato de duas empresas chinesas terem entrado muito recentemente no campo de petróleo significa uma abertura muito grande para que outras empresas também venham. Eu penso que a preocupação seja um pouco com a burocratização interna do nosso sistema. Porém a desburocratização está se acentuando cada vez mais em busca do investimento estrangeiro. Eu também acho que essas preocupações logo ficarão superadas."

Além do comércio, Temer mencionou que o Brasil e a China também mantêm relações estreitas nas áreas de cultura, ciência e tecnologia.

"Um dos objetivos do Brasil é também o aprofundamento das relações culturais. Muito recentemente, a nossa ministra da Cultura, Marta Suplicy, foi a China, para o Mês do Brasil na China. Nós estamos incrementando as relações culturais. E também estamos procurando aumentar nossa parceria no campo tecnológico. O nosso ministro da Ciência e Tecnologia vai conosco à China. E temos nosso programa brasileiro, Ciência sem Fronteira, mandando estudantes brasileiros para lá, para auferir conhecimento do grande avanço tecnológico que a China possui em vários setores."

por Zeng Yun e Niu Xuan

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