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(GMT+08:00) 2006-06-06 17:10:58    
Ganhadores do Prêmio Nobel opinam sobre desenvolvimento científico da China

cri
Durante o Fórum de Alto Nível "Fronteira Científica e Oportunidade da China" realizado em comemoração ao 20° Aniversário da criação do Conselho Estatal de Ciências Naturais da China, seis ganhadores do prêmio Nobel pronunciaram espetaculares discursos. A mesmo tempo que depositaram uma grande esperança no futuro desenvolvimento da ciência chinesa, formularam sugestões com respeito à política sobre a ciência e tecnologia.

Sydney Altman, prêmio Nobel e professor da Universidade de Yale dos Estados Unidos, disse:

O poderio científico integral de um país não pode-se aumentar ou representar dependendo só de vários projetos de grande envergadura ou de grandes cientistas. O progresso do setor científico requer numerosos e intermináveis cientistas que desafiem as autoridades -- quem amem a ciência e estejam cheios de curiosidade por explorar a natureza e a própria humanidade. O professor Ding Zhaozhong também assinalou que a força motriz mais direta do desenvolvimento científico é a curiosidade, em vez da força econômica.

Ding Zhaozhong, prêmio Nobel de Física e professor do Centro Nuclear da Europa, expressou:

Se uma sociedade se limita à transferência técnica, um tempo depois, estará ausente a novos conhecimentos e novos descobrimentos assentados na investigação básica. Esta investigação básica necessita financiamento essencial e visão de perspective; se não se investe na investigação e na educação, será difícil manter um desenvolvimento econômico. O governo chinês deve prestar maior ajuda à investigação baseada por puro interesse pessoal dos cientistas porque só este tipo de investigação será a verdadeira investigação de carácter criativo.

Astrid Gra lund, ganhador do prêmio Nóbel de Química, diretor executivo e professor do Instituto de Investigação de Física e Química do Japão, declarou:

A populosa China se converterá em um país que não deve ser ignorado no século XXI. O rápido processo da modernização coloca a este país uma série de difíceis problemas tais como a deterioração ambiental e a instabilidade de abastecimento energético, problemas que enfrenta toda a humanidade. Diferente com o reducionismo ocidental, a China venera a "fusão entre o céu e o homem". Espera-se que a China, mediante o desenvolvimento tecnológico baseado na ciência com certo carácter peculiar, apresente no futuro uma conceição de valor totalmente nova.

Heinrich Rohrer, prêmio Nobel de Física e professor do Laboratório IBM da Suíça:

O desenvolvimento científico e tecnológico reside no papel do participante, incluindo do grupo de cientistas, toda a classe de organizações de promoção científica, organismos acadêmicos e organismo de definição de políticas para com a ciência. A tarefa dos cientistas é pôr em causa os conhecimentos, pensamentos, convições e métodos universalmente conhecidos, resolver os problemas impossíveis de ser resolvidos e desafiar incessantemente o conhecimento. Ela requer que os cientistas mantenham um coração livre, enquanto o Estado e a sociedade têm a obrigação de criar um bom ambiente para uma investigação livre, incluindo aceitar o fracasso nesta esta investigação.

Michael Spence, ganhador do prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade Stanford dos Estados Unidos:

A materialização do crescimento econômico é um processo dinâmico e difícil, que requer o suporte de certo tipo de sistema econômico de mercado. Obviamente a China tem encontrado o método de utilizar plenamente a economia mundial. No passado, a China utilizava as mãos de obra excedentes das zonas rurais, atraia investimentos e exportava produtos das indústrias intensivas de mãos de obra; agora, os departamentos governamentais prestam muita atenção ao investimento em educação superior. Pode-se prever que dentro dos próximos 20 anos, graças ao aumento da população de formação do ensino superior e ao aperfeiçoamento de mais instalações infraestructurais, a China contribuirá ainda mais para o rendimento da economia global e o oferecimento de técnicas.

Alan G. Mac Diarmid, prêmio Nobel de Química e professor da Universidade de Texas dos Estados Unidos:

A China deve investir mais para o setor de investigação básica; elaborar e aplicar políticas que estimulem os cientistas a realizar investigações criativas de nível internacional; reformar o atual sistema de avaliação de investigação científica; e não impor demasiadas pressões para que os cientistas se dediquem em corpo e alma à investigação. A qualidade da investigação deve ser avaliada pelos colegas internacionais, em vez de por departamentos administrativos baseado na quantidade de dissertações publicadas em revistas. Além disso, o Estado deve atrair, mediante políticas eficazes, eruditos que têm recebido educação no estrangeiro e tem certo êxito na investigação, a retornar a trabalhar na e para a China, com o fim de assegurar que a China alcance ou mantenha o nível mundialmente avançado em alguns terrenos importantes.