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(GMT+08:00) 2005-10-10 10:38:52    
Arqueólogos chineses descobrem sementes de milho mais antigas do mundo

cri
Arqueólogos chineses descobriram recentemente sementes de milho de uns 8 mil anos de antigüidade, as mais antigas do mundo, nas pradarias da Região Autônoma da Mongólia Interior, Norte da China.

O descobrimento de numerosas sementes de milho carbonizadas em Xinglonggou, na cidade de Chifeng, tem modificado a teoria que tinham até a data, segundo a qual este alimento (base da dieta do norte da China na antigüidade), teve sua origem no vale do rio Amarelo, declarou o investigador do Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências Sociais da China Zhao Zhijun.

Segundo explicou o especialista, a prova do Carbono 14 mostra que as sementes pertenciam ao período entre 7.500 e 8.000 anos, e mantem algumas características do estado silvestre.

As descobertas arqueológicas indicam que os cereais que compõem a dieta básica do ser humano, como o trigo, a cevada, o arroz e o milho, se originaram há entre 8.000 e 10.000 anos.

O investigador precisou que a China tem dois centros de origem agrícola; a região Sul teve o arroz como seu cultivo principal e a região norte, o milho.

Durante os últimos anos, círculos acadêmicos nacionais e internacionais têm investigado na profundidade a origem do arroz, e a origem do cultivo de terreno seco no norte da China não atraiu a mesma atenção dos investigadores, afirmou Zhao.

Sem embargo, arqueólogos da Grã-Bretanha e Canadá tem mostrado grande interesse no novo descobrimento.

Zhao explicou que muitos especialistas crêem que a investigação sobre a origem e extensão do cultivo do milho pode oferecer nova informação sobre os intercâmbios entre as civilizações antigas enre o Oriente e o Ocidente.

A teoria mais divulgada defende que este tipo de intercâmbio se remonta a um tempo mais antigo que a Rota da Seda, rota comercial entre a Ásia e a Europa existente há uns 2.000 anos.

Alguns estudos indicam que há entre oito e dez milênios uma antiga tribo nômade atravessou as vastas pradarias da Euro-Ásia, ajudando a promover os intercâmbios entre as civilizações antigas.

As sementes de milho se encontravam distribuídas principalmente nas áreas do Sul da antiga pradaria euro-asiática, e o novo descobrimento se produz no extremo oriental desta pradaria, disse Zhao, quem concluiu que a descoberta permitirá obter novos dados sobre a origem e a via de transmissão deste cultivo.