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(GMT+08:00) 2004-11-10 13:28:23    
Relações de parceria estratégia sino-brasileira

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Mensagem dirigida a amigos brasileiros
às vésperas da Semana Cultural "Sentir e Viver a China
Zhao Qizheng
Ministro do Gabinete de Informações do Conselho de Estado da China

Além de comércio, o investimento direto entre os dois países vem aumentando. Até fins de 2003, a China já tem 312 projetos com investimentos das empresas brasileiras dedicadas mais na construção de usinas hidrelétricas, ferrovias e outras áreas. 73 empresas chinesas têm seus filiais no Brasil com o investimento líquido de US$ 129 milhões, principalmente concentradas nas áreas de montagem dos artigos eletrodomésticos, metalúrgica e exploração de minério. Empresas do Brasil e da China chegaram a consensos para seus projetos um no outro.

Além disso, os dois países vêm obtendo novos progressos na cooperação da área de ciências e tecnologias. Os cientistas dos dois países co-produziram e lançaram com pleno êxito dois satélites CBERS, que desempenharam boa função na agricultura, silvicultura e na previsão de calamidades naturais, sendo por isso a cooperação foi qualificada como exemplar entre os países de desenvolvimento.

A China e o Brasil firmaram sua parceria estratégica em 1993. Nos últimos dez e tantos anos, ela vem sendo cada dia mais reforçada e expandida e correspondida aos poderios dos dois países e a suas posições na arena internacional. O Brasil já formou sua base industrial moderna com ramos completos, tecnologias avançadas e dimensões relativamente grandes. Sendo um dos países com mais recursos minerais, a indústria de minérios do Brasil se desenvolveu rápido. Em fins de 2002, a Embraer firmou contrato para formar um joint venture em Harbing, nordeste da China, pois acreditando em que o mercado de aviões regionais da China poderá lhe dar chances e lucros. No Brasil, 97% das empresas são médias e pequenas, até micros, porém, 41,6% da população empregada foram absorvidas por elas, enquanto seu valor industrial ocupa apenas um quarto do total do país. As experiências de administração e seu modelo de desenvolvimento dessas pequenas empresas poderão ser emprestadas pelas empresas semelhantes da China.

A agricultura constitui importante base da economia dos dois países, por isso, eles poderão ter boas cooperações. A China é o país que importa mais soja do Brasil. Segundo dados publicados, a China importou do Brasil 6 milhões e 100 mil toneladas com o que o Brasil obteve US$1,3 bilhão. A China continua a manter tal ritmo de importação, mas também espera que os dois países possam ter cooperação no cultivo de soja.

São amplas as áreas para a cooperação entre os dois países. Não só existem a complementariedade no seu comércio de recursos, ainda existem grandes potencialidades na exploração de seus recursos. A Vale do Rio Doce exporta 20% de seus minérios de ferro para a China, ultrapassando sua quota exportada para o Japão. No setor petrolífero, o Brasil desenvolveu a tecnologia de álcool produzido por cana de açucar, tal "combustível ecológico" passou a ser usado pela primeira vez nos aparelhos aeronáuticos "Ipanema" do Brasil. O Brasil também é país exemplar do mundo que exploram bem os recursos hídricos enquanto a taxa de seu auto abastecimento de petróleo também é relativamente alta no mundo. Uma empresa chinesa já investiu na construção de uma rede ferroviária no nordeste do Brasil, que liga o porto de Itaqui, de onde o Brasil exporta seu minério de ferro para a China. Em fevereiro, a Companhia siderúrgica Bao Steel e a Vale do Rio Doce já acordaram para a construção de uma indústria siderúrgica com investimento de US$ 1,5 bilhão. Ao mesmo tempo, outra empresa chinesa de alumínio está planejando construir uma fábrica no Brasil com investimento de um bilhão de dólares americanos.

Os laços na sua economia também não foram menos, pois os dois países em desenvolvimento enfrentam mesmas e semelhantes questões. Em 1999 e 2002, especialistas estrangeiros previram que a China poderia ter crise financeira, pois, para eles, a China absorveu grande quantidade de investimentos estrangeiros, enquanto o defícit financeiro do governo foi relativamente grande e o seu ritmo de crescimento econômico é preocupante. Além disso, a China e muitos países latino- americanos enfrentam a tendência de grande diferença entre ricos e pobres e baixa eficiência.